Os autores processaram a Anthropic em 2024, argumentando que a empresa, que é apoiada pela Amazon e pela Alphabet, usou versões piratas de seus livros sem permissão ou compensação para ensinar o modelo de inteligência artificial Claude a responder a comandos humanos.
O caso é um dos dezenas de processos movidos por proprietários de direitos autorais, incluindo autores e agências de notícias, contra empresas de tecnologia sobre o treinamento de seus modelos de linguagem de grande porte, e o primeiro grande caso dos EUA a ser resolvido.
O juiz distrital dos EUA, William Alsup, determinou em junho passado que a Anthropic fez uso justo do trabalho dos autores para treinar o Claude, mas descobriu que a empresa violou seus direitos ao salvar mais de 7 milhões de livros piratas em uma “biblioteca central” que não seria necessariamente usada para treinamento de IA.
Um julgamento estava programado para começar em dezembro para determinar quanto a Anthropic devia pela suposta pirataria, com possíveis indenizações que poderiam chegar a centenas de bilhões de dólares.
A Anthropic concordou com o acordo no ano passado. A juíza distrital dos EUA, Araceli Martinez-Olguin, deverá realizar uma audiência em 14 de maio para decidir se dará sua aprovação final.
Como parte do acordo, os escritórios de advocacia Susman Godfrey e Lieff Cabraser solicitaram 12,5% do fundo do acordo, ou US$187,5 milhões, em honorários advocatícios. Os escritórios reduziram seu pedido depois que Alsup recuou em relação aos US$300 milhões que eles haviam solicitado inicialmente em dezembro.












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