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Mais de 70 deputados pedem saída de Keir Starmer após crise

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, enfrenta uma crescente pressão dentro do Partido Trabalhista após a derrota da legenda nas eleições locais e regionais realizadas no último dia 7 de maio. Mais de 70 deputados trabalhistas passaram a defender publicamente a saída do premiê, enquanto integrantes do próprio governo também pressionam por uma transição no comando do partido.

A crise se agravou nesta terça-feira (12), após a ministra da Fé e das Comunidades, Miatta Fahnbulleh, anunciar sua demissão e pedir publicamente que Starmer deixe o cargo.

Em publicação nas redes sociais, a agora ex-ministra informou que enviou sua carta de renúncia ao primeiro-ministro e defendeu a criação de um cronograma para uma transição organizada de poder.

“Peço ao primeiro-ministro que faça o que é certo para o país e para o partido e estabeleça um calendário para uma transição ordenada”, escreveu.

Na carta divulgada por Fahnbulleh, ela afirmou que o governo perdeu a confiança da população e disse não acreditar mais que Starmer seja capaz de liderar as mudanças exigidas pelo país.

“O nosso país enfrenta desafios enormes e as pessoas pedem mudanças à altura desses problemas. O público não acredita que o senhor seja capaz de liderar essa mudança  e eu também não”, afirmou.

 
 This morning I sent my letter of resignation to the Prime Minister.

I urge the Prime Minister to do the right thing for the country and the Party and set a timetable for an orderly transition. pic.twitter.com/u5UArjv7uR

Apesar da pressão crescente, Starmer reforçou nesta terça-feira que pretende permanecer no cargo.

“O país espera que continuemos governando. É isso que estou fazendo e é isso que devemos fazer enquanto governo”, declarou durante reunião semanal do conselho de ministros.

O premiê reconheceu responsabilidade pelo mau desempenho eleitoral do Partido Trabalhista, mas afirmou que os últimos dias foram “desestabilizadores” para o governo e alertou para impactos econômicos causados pela crise política.

Segundo o jornal The Times, integrantes importantes do gabinete também passaram a defender que Starmer discuta uma data para deixar o cargo. Entre os nomes citados estão a ministra do Interior, Shabana Mahmood, além de outros ministros.

De acordo com o The Guardian, a ministra das Relações Exteriores, Yvette Cooper, também teria sugerido uma transição organizada de poder. Já a ITV News informou que David Lammy, vice de Starmer, estaria pressionando o premiê a definir um cronograma de saída.

Além disso, quatro assessores ministeriais deixaram seus cargos nos últimos dias por considerarem que Starmer não é o nome ideal para liderar o Partido Trabalhista nas eleições gerais previstas para 2029.

Mesmo diante da crise interna, o primeiro-ministro já anunciou novas nomeações para substituir parte dos integrantes que deixaram o governo.

 

Premiê Binyamin Netanyahu chama medida de ‘falência moral’ e diz que bloco europeu cria falsa simetria. Assentamentos são ilegais para a comunidade internacional, que reconhece o território como sendo palestino

Folhapress | 21:36 – 11/05/2026



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