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Caça-deepfake brasileira atrai políticos e revela descaso de big techs

O download só começa se as funções de IA estiverem ativas. A pegadinha é que, no Chrome, essas funções vêm ligadas de fábrica nas versões mais recentes. O modelo baixado é o Gemini Nano, que está por trás do “Ajude-me a escrever” (Help me write), da detecção de golpes em tempo real e da organização inteligente de abas. Os brasileiros, por ora, podem respirar sossegados. Apesar de anunciada em 2024, a integração entre navegador e Gemini só passou a ser liberada amplamente nos Estados Unidos em setembro do ano passado e, apenas em março de 2026, chegou a outros países, como Canadá, Índia e Nova Zelândia.

A liberação a conta-gotas é estratégica. Navegador mais usado do mundo, o Chrome é peça-chave na disputa do Google pela hegemonia da IA. No ano passado, o governo dos Estados Unidos tentou convencer a Justiça norte-americana a ordenar a venda do navegador, como remédio para a condenação de monopólio sofrida pela gigante das buscas. Não deu certo. Mas a situação mostrou quão valioso é o serviço. Empresas como Perplexity, Yahoo! e OpenAI manifestaram interesse na compra. Nem chegaram a ser ouvidas pelo Google.

Brasil supera EUA no medo da IA e uso da tecnologia para novas tarefas

Imagem: Pressfoto/ Freepik

O Brasil tem mais profissionais na fronteira da inteligência artificial do que Estados Unidos, Japão e Índia, mostra o Work Trend Index, estudo da Microsoft. Divulgado nesta semana, a pesquisa analisou, para uma dezena de mercados com alto desenvolvimento tecnológico, os níveis de adoção de IA, os receios dos trabalhadores e suas impressões a respeito da tecnologia.

Por aqui, foram classificados como profissionais de fronteira 27% da força de trabalho que já usa IA. São pessoas que usam agentes de IA para automatizar fluxos de trabalho, constróem sistemas multiagente, redefinem rotinas e identificam onde implementar agentes para automatizar processos repetitivos. Também participam da criação de padrões compartilhados do uso de IA em suas equipes. Para a Microsoft, eles representam um grupo pequeno, mas desproporcionalmente valioso. Na média mundial, correspondem a 16% de todos os usuários de IA.



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