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Hackers vazam fotos de diretor do FBI para provar ação

O FBI confirmou nesta sexta-feira (27) que seu diretor, Kash Patel, foi alvo de um ataque hacker conduzido por um grupo associado ao Irã, em meio ao contexto da guerra no Oriente Médio. Considerando que um possível adversário dos Estados Unidos teria acessado a conta de uma figura de alto escalão da agência, esperava-se inicialmente a divulgação de informações sensíveis, como dados pessoais ou conteúdos estratégicos relevantes para o conflito.

Entretanto, as primeiras imagens divulgadas não indicam esse tipo de exposição. O material mostra Patel em situações de lazer, incluindo momentos em que aparece cheirando e fumando charutos, passeando em um carro conversível e fazendo caretas em uma selfie no espelho enquanto segura uma garrafa de rum. Ainda não há clareza sobre o alcance total do ataque nem sobre quais outros dados podem ter sido obtidos.

O grupo responsável, identificado como Handala Hack Team, afirmou ter invadido a caixa de entrada do e-mail pessoal de Patel. Em seu site, os hackers declararam que Patel “agora encontrará seu nome na lista de vítimas hackeadas com sucesso”. Além disso, disseram ter dedicado o ataque às vítimas do navio Iris Dena, bombardeado pelos Estados Unidos na costa do Sri Lanka durante a guerra.

De acordo com um porta-voz do FBI, os dados acessados “são de natureza histórica e não envolvem nenhuma informação do governo”. A Reuters informou que não conseguiu confirmar a autenticidade dos e-mails divulgados pelo grupo, embora uma análise preliminar indique que o conteúdo inclui uma combinação de mensagens pessoais e profissionais, datadas entre 2010 e 2019.

O Handala se apresenta como um coletivo pró-Palestina, mas especialistas ocidentais o associam a operações de ciberinteligência do governo iraniano. Nesta semana, o grupo também alegou outro ataque, divulgando documentos de 28 engenheiros da Lockheed Martin que atuam no Oriente Médio e ameaçando-os de morte. Dias antes, em 11 de março, reivindicaram ainda um ataque contra a Stryker, alegando ter apagado um grande volume de dados da empresa.

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