O ChatGPT não serve para isso. Ele pode dar uma dica ou outra. Ele é um processador de texto, um modelo de linguagem. Para te dar essa resposta, ele vai processar textos escritos por outras pessoas: palpites, posts, análises. Mas ele não trabalha necessariamente com as estatísticas do jogo, nem faz simulação. Ele não está olhando individualmente para cada jogador, nem processando a estatística de um time contra a de outro. Ele está processando o que já foi publicado. Se você é totalmente leigo, pode te dar umas dicas.
Diogo Cortiz
Ainda assim, muita gente trata o chatbot como oráculo, ainda que ele não tenha sido desenhado para isso.
Tem muita gente que encara o ChatGPT como oráculo. As pessoas começaram a ver nele, pelo fato de ser capaz de responder algumas questões, a possibilidade de ele antever, prever e lidar com o que pode vir. Mas isso não é verdade.
Helton Simões Gomes
A expectativa equivocada de que a IA por trás de ChatGPT e similares sejam adivinhos até combina com um esporte como o futebol, conhecido por ser uma caixinha de surpresa. Mas esbarra na imprevisibilidade do jogo: o modelo “olha para o passado”, aprende com dados já gerados e produz respostas a partir dessa base. Para eventos futuros, diz Diogo, são necessárias técnicas diferentes.
Por outro lado, usar o ChatGPT para escolher números de loteria não aumenta as chances de ninguém, mas também não atrapalha. Cortiz diz que, em um sorteio totalmente aleatório, tanto faz o palpite vir de um humano ou de um chatbot: a chance é a mesma -e pequena nos dois casos.
Já no futebol, apesar do “espaço para o acaso”, há estatísticas que tendem a prevalecer, principalmente quando um time é muito superior ao outro, comenta Cortiz. Por isso, modelos que simulam confrontos a partir de métricas relevantes para o esporte têm mais chance de acertar do que um gerador de texto, como o ChatGPT.









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