Golpistas também exploram a busca por transmissões ao vivo para atrair quem procura “jogo grátis” na internet. A Kaspersky afirma que páginas de “gatonet” (streaming pirata) prometem liberar o vídeo, mas exigem baixar extensões suspeitas, instalar supostos “plugins” ou clicar em links maliciosos escondidos em descrições de vídeos e posts nas redes sociais.
Em vez de transmitir a partida, esses sites podem instalar programas maliciosos e tentar roubar credenciais e dados bancários. A empresa diz que o objetivo vai de sequestrar o controle do dispositivo e exibir anúncios abusivos até capturar senhas de redes sociais e e-mails.
Para quem viaja, redes Wi-Fi abertas em cidades-sede também entram no radar de risco. Em um estudo de wardriving (prática de procurar e mapear redes abertas) no México, a Kaspersky afirma ter analisado mais de 84 mil sinais de Wi-Fi gratuitos e encontrado 17% de redes abertas inseguras, com criptografia fraca ou inexistente.
Pesquisadora da empresa diz que a proximidade do torneio amplia o volume de tentativas de golpe em canais de grande alcance. “Os criminosos exploram a empolgação, o senso de urgência e a falta de atenção de quem quer muito acompanhar os jogos para criar armadilhas em canais de alto alcance, como redes sociais e buscas patrocinadas. Jovens e idosos costumam ser os mais afetados por não saberem distinguir serviços legítimos de fraudes digitais de última hora”, afirma María Isabel Manjarrez, pesquisadora de segurança da Kaspersky, em comunicado.
Como reduzir o risco
Compras devem ser feitas apenas em canais oficiais e autorizados, especialmente para ingressos e produtos licenciados. A recomendação também vale para figurinhas e itens de colecionador anunciados com preços muito abaixo do mercado, que podem ser usados para induzir pagamentos via Pix ou capturar dados de cartão.










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