Embora nenhum dos exoplanetas gasosos desse estudo seja candidato a abrigar vida, um campo magnético pode ser um dos fatores que ajudam a tornar habitável um planeta rochoso como a Terra.
Cada um desses exoplanetas orbita muito próximo de uma estrela grande e quente, com um lado permanentemente voltado para a estrela e o outro lado perpetuamente voltado para longe, como a Lua faz com a Terra.
Esse tipo de planeta é chamado de “Júpiter quente” por ter tamanho e composição comparáveis aos do maior planeta do nosso sistema solar, embora com uma temperatura muito mais alta. A massa dos sete planetas variava de aproximadamente a mesma de Júpiter a mais de três vezes a massa.
Ventos fortes sopram do “lado do dia” quente para o “lado da noite” frio nesses planetas. A proximidade orbital dos planetas com suas estrelas hospedeiras os deixa com temperaturas atmosféricas escaldantes no lado do dia. Todos estão mais próximos de sua estrela hospedeira do que o planeta mais interno do sistema solar, Mercúrio, está do Sol.
“O que se espera é que os planetas com temperaturas mais quentes tenham ventos mais fortes. Quanto mais energia você coloca no sistema, mais violentos se tornam os ventos. Mas observamos o contrário”, disse a astrônoma Julia Seidel, do Laboratório Lagrange do Observatoire de la Côte d’Azur, em Nice, França, principal autora do estudo publicado na terça-feira na revista Nature Astronomy.
“Os planetas mais quentes são os que têm menos ventos fortes misturando a atmosfera. E isso é realmente estranho pelo que sabemos sobre o comportamento das atmosferas”, declarou Seidel. “Isso significa que toda a energia que a estrela coloca na atmosfera do planeta tem que ser dissipada de uma maneira diferente. E a única possibilidade de frear a atmosfera dessa forma, tão rapidamente, é através do campo magnético e da sua interação com as partículas carregadas em movimento na atmosfera.”










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