Melissa tinha 53 anos e trabalhava como funcionária administrativa no Laboratório Nacional de Los Alamos, uma das mais importantes instituições científicas do país. Ela foi vista pela última vez em 26 de junho de 2025, no condado de Taos, enquanto caminhava sozinha por uma estrada. Desde então, não havia mais informações sobre seu paradeiro.
Na semana passada, um caminhante encontrou o que acreditava serem restos humanos na Carson National Forest e acionou as autoridades. Após exames periciais, foi confirmado que os restos mortais pertenciam à cientista desaparecida. A causa da morte, porém, ainda não foi divulgada, e as circunstâncias do caso seguem sob investigação.
Em nota divulgada nas redes sociais, familiares afirmaram que continuam buscando respostas sobre o que aconteceu.
“Estamos com o coração partido e esperamos que a investigação esclareça os fatos”, declarou a família.
Desaparecimento gerou preocupação imediata
O desaparecimento de Melissa foi comunicado depois que ela não compareceu ao trabalho nem retornou para casa após visitar uma das filhas. Posteriormente, parentes descobriram que seus pertences pessoais, incluindo documentos, bolsa e telefones celulares, haviam sido deixados para trás, aumentando as preocupações sobre sua segurança.
Funcionária do Laboratório Nacional de Los Alamos, Melissa atuava em uma instituição conhecida por pesquisas ligadas à área nuclear e por ter desempenhado papel fundamental no desenvolvimento das primeiras armas atômicas durante a Segunda Guerra Mundial.
Caso alimentou teoria sobre mortes de cientistas
O desaparecimento da cientista ganhou repercussão internacional após ser incluído em uma teoria que circulou nas redes sociais envolvendo mortes e desaparecimentos de profissionais ligados a áreas estratégicas da ciência e tecnologia nos Estados Unidos.
Entre os nomes frequentemente citados está o do pesquisador português Nuno Loureiro, morto a tiros em dezembro de 2025 em Massachusetts. Outros casos mencionados envolvem profissionais ligados à NASA, ao setor aeroespacial, à indústria farmacêutica e a laboratórios de pesquisa nuclear.
A repercussão levou o FBI a analisar possíveis conexões entre os episódios, embora até o momento não tenham sido apresentadas evidências públicas que comprovem uma relação direta entre os casos.
Com a identificação dos restos mortais de Melissa Casias, a investigação entra agora em uma nova etapa. As autoridades aguardam os resultados de exames complementares para determinar como a cientista morreu e se houve participação de terceiros no caso.











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