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Por que o espaço continua escuro mesmo com a luz do Sol e das estrelas

Sem moléculas de nitrogênio e oxigênio, a luz das estrelas viaja diretamente, ao contrário do que ocorre na Terra, onde a dispersão cria o céu azul. À medida que a luz solar percorre um caminho maior na atmosfera – como no amanhecer e no entardecer – o céu fica avermelhado.

Durante a noite, com a rotação da Terra, não há incidência direta de luz solar. As principais fontes de luz passam a ser a Lua —que não gera luz própria, mas reflete a luz solar— e as estrelas, que são muito mais fracas. O espalhamento ainda ocorre, mas de forma muito menos intensa.

O físico Claudio Furukawa, do Instituto de Física da USP, resume bem o fenômeno:

Se o nosso planeta não tivesse atmosfera, como ocorre na Lua, o céu não seria azul. Aliás, não teria cor nenhuma. Mesmo durante o dia, poderíamos ver o Sol e também as estrelas, já que não haveria espalhamento da luz. O céu seria escuro tanto de dia como de noite.

O Paradoxo de Olbers

O Paradoxo de Olbers questiona por que o céu noturno é escuro em um cenário em que se considera o universo infinito, eterno e estático. São condições nas quais deveria haver estrelas em todas as direções, tornando o céu completamente iluminado.



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