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Vídeos de moradores mostram explosões na capital da Venezuela

Imagens divulgadas nas redes sociais registram o momento em que explosões atingem Caracas, capital da Venezuela, durante a madrugada deste sábado (3). Os vídeos mostram clarões no céu e barulhos intensos, provocando pânico entre moradores da cidade.

Em resposta aos acontecimentos, o governo venezuelano declarou que o país foi alvo de uma “agressão militar” atribuída aos Estados Unidos. Em comunicado oficial, as autoridades afirmaram que, além de Caracas, ataques também teriam ocorrido nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo o governo, a ofensiva teria como finalidade assumir o controle das reservas venezuelanas de petróleo e minerais.

 

Até a última atualização desta reportagem, o governo norte-americano não havia confirmado envolvimento nos ataques.

De acordo com a agência Reuters, uma testemunha relatou que uma região próxima à base aérea de La Carlota, localizada no sul de Caracas, ficou sem fornecimento de energia elétrica após os episódios. Moradores também relataram a presença de colunas de fumaça em diferentes pontos da capital. Já a Associated Press informou que ao menos sete explosões foram registradas e confirmou que aeronaves sobrevoaram a cidade em baixa altitude. Pessoas que estavam nas ruas correram ao ouvir os estrondos.

 

“O chão inteiro tremeu. Isso é horrível. Ouvimos explosões e aviões à distância”, afirmou Carmen Hidalgo à Associated Press. Ela caminhava com dois familiares após sair de uma festa de aniversário. Segundo o relato, a força das explosões era tão intensa que parecia empurrar o ar contra as pessoas.

Os ataques acontecem em meio ao aumento das tensões entre Venezuela e Estados Unidos. Na semana anterior, o presidente norte-americano Donald Trump afirmou que forças dos EUA realizaram o primeiro ataque em solo venezuelano, com o objetivo de destruir um pequeno porto que, segundo ele, seria utilizado para o narcotráfico. A imprensa americana informou que essa operação teria sido realizada com o uso de um drone e conduzida pela Agência Central de Inteligência (CIA).

A pressão sobre o governo de Nicolás Maduro vem se intensificando desde agosto. Naquele mês, os Estados Unidos elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão do presidente venezuelano e enviaram um grande aparato militar ao Mar do Caribe. Inicialmente, a Casa Branca afirmou que o reforço tinha como objetivo combater o tráfico internacional de drogas. Posteriormente, autoridades americanas passaram a declarar, sob condição de anonimato, que a meta final seria derrubar o governo de Maduro.

Em novembro, Trump e Maduro chegaram a conversar por telefone, mas, segundo a imprensa americana, as negociações não avançaram devido à resistência do líder venezuelano em deixar o poder. Ainda de acordo com o jornal The New York Times, os Estados Unidos demonstram interesse em assumir o controle das reservas de petróleo da Venezuela, consideradas as maiores do mundo. Nas últimas semanas, navios petroleiros venezuelanos foram apreendidos por militares americanos, e Trump determinou um bloqueio a embarcações sob sanções, além de acusar Maduro de roubar os Estados Unidos.

Leia Também: Venezuela acusa EUA de lançarem ataque e declara emergência



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