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Trump repete promessa de acordo com Irã, mas negociação não avança

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a afirmar nesta segunda-feira (08) que está perto de fechar um entendimento com o Irã. Segundo levantamento da CNN, o republicano já fez ao menos 38 declarações indicando que um desfecho estava prestes a acontecer.

As declarações que incluem o período anterior ao cessar-fogo foram feitas nas redes sociais, em aparições públicas e conversas com jornalistas. Nelas, o presidente sempre afirmou que um acordo ocorreria, dando o prazos de dias ou algumas semanas.

Em 23 de março, Trump já falava em conversas sobre paz e em convergência entre os lados. Do lado de fora do Air Force One, ele disse haver “pontos importantes de acordo, eu diria, quase todos os pontos de acordo”. O Irã negou as negociações na ocasião.

Ao longo dos dias seguintes, o presidente reforçou a ideia de que o Irã estaria pressionado a aceitar um acordo. “Acho que vamos acabar com isso. Não posso te dizer com certeza”, afirmou a jornalistas em 24 de março, e depois completou, em outra conversa com repórteres no Air Force One, no dia 29 daquele mês: “Eu vejo um acordo com o Irã, sim”.

Em 7 de abril, o republicano afirmou que as negociações estavam “muito avançadas”, mas que as partes precisavam de duas semanas para que “o acordo fosse finalizado e consumado”. Ele concluiu dizendo que “é uma honra ter este problema de longa data perto de ser resolvido”.

Em 15 de abril, Trump repetiu na Fox Business que o fim do conflito estaria próximo. “Acho que está perto de acabar, eu vejo como muito perto de acabar. Vamos ver o que acontece. Acho que eles querem muito fazer um acordo”, disse.

Mesmo sem avanço, ele seguiu projetando um desfecho rápido nas semanas seguintes. Ele disse a jornalistas: “Está parecendo muito bom que vamos fazer um acordo com o Irã, e vai ser um bom acordo”, e publicou na Truth Social: “vai acontecer tudo, relativamente rápido!”

FALAS SOBRE ACORDO SE REPETEM DESDE O CESSAR-FOGO

Trump anunciou um cessar-fogo com o Irã em 7 de abril e disse, na ocasião, que os dois lados estavam perto de um entendimento. A trégua deveria durar duas semanas para que um acordo fosse fechado, mas não houve até o momento anúncio de conclusão.

Em maio, ele chegou a reconhecer que previsões anteriores não se confirmaram. Ao anunciar o adiamento de ataques militares, ele disse: “Tivemos períodos em que achamos que estávamos chegando perto de fazer um acordo e não deu certo. Mas desta vez é um pouco diferente”.

Depois, voltou a prometer rapidez e a falar em anúncio “em breve”. Em um piquenique do Congresso, afirmou: “Vamos acabar com essa guerra muito rapidamente”.

No domingo (7), Trump disse ao site Axios que o acordo estaria “muito perto”, mas citou tensões paralelas como risco. “Estamos muito perto de um acordo final com o Irã. Vai ser um bom acordo. Eu não quero que isso exploda por causa do que está acontecendo agora”, declarou.

Nesta segunda, durante um ato por telefone em apoio ao senador Lindsey Graham, Trump voltou a colocar prazo para um resultado. Ele previu “vitória total” em duas semanas e afirmou que o Irã estaria disposto a ceder em pontos centrais.

Já na madrugada desta terça, após assistir às finais da NBA em Nova York, ele disse que a assinatura poderia destravar rapidamente uma rota estratégica. “O estreito [de Hormuz] vai abrir imediatamente. Vai abrir assim que assinarmos, o que pode acontecer em dois ou três dias”, afirmou a jornalistas.

CONFLITO ESCALA NA REGIÃO

A guerra no oriente médio envolve, além de EUA e Irã, Líbano e Israel. O conflito voltou a se intensificar após Israel ampliar os ataques contra posições do Hezbollah no Líbano. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra Israel e elevou a tensão na região.

Israel afirma que suas operações têm como alvo a infraestrutura militar do Hezbollah. Os bombardeios no sul do Líbano provocaram mortes, novos deslocamentos de civis e críticas da comunidade internacional.

Os Estados Unidos seguem apoiando Israel e diz pressionar por uma trégua para evitar uma guerra regional mais ampla. Apesar dos apelos por cessar-fogo, a situação continua instável.

Leia Também: União Europeia pretende proibir entrada no bloco de russos que lutaram na Guerra da Ucrânia

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