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Prorrogação de trégua tem incertezas e navios atacados em Hormuz

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um dia após o anúncio da prorrogação da trégua entere Estados Unidos e Irã, a expectativa é de que os dois países se reúnam hoje no Paquistão.

Os EUA confirmaram que vão ao Paquistão para negociar a paz permanente hoje. A capital do país, Islamabade, está sob forte esquema de segurança para receber as conversas.

O Irã ainda não confirmou a ida para a reunião. Ontem, horas após o anúncio da prorrogação do cessar-fogo, a agência de notícias Fars ironizou o anúncio de adiamento de Trump com um vídeo de IA mandando o presidente “calar a boca”.

Horas antes do fim do prazo de duas semanas, Trump anunciou a prorrogação do cessar-fogo sem detalhar por quanto tempo a trégua seguirá. A extensão do acordo ocorre em um dia marcado por expectativa de novas negociações entre os dois países.

A ONU agradeceu pela prorrogação e disse ver o adiamento como um sinal de redução de tensões. António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, afirmou que a medida foi um “passo importante rumo à desescalada” do conflito, em comunicado divulgado ontem.

O Paquistão também reagiu publicamente à prorrogação do cessar-fogo e associou a decisão ao avanço de tratativas diplomáticas. O primeiro-ministro Shehbaz Sharif agradeceu ao presidente dos EUA por “aceitar nosso pedido de cessar-fogo para permitir que os esforços diplomáticos sigam em curso”.

Apesar dos acenos positivos, dois navios foram atacados hoje no Estreito de Hormuz, segundo o Exército britânico. O primeiro, um porta-contêineres, foi atingido pelo Irã; a autoria do segundo ataque não havia sido identificada até o momento.

O Estreito de Hormuz segue no centro das preocupações por causa do tráfego marítimo na região e do impacto de novos ataques. A passagem concentra rotas de navios cargueiros e porta-contêineres, com monitoramento constante do movimento no Golfo.

Líderes europeus também mantêm conversas sobre como reabrir o Estreito de Hormuz. Keir Starmer e Emmanuel Macron recebem hoje em Londres líderes militares de mais de 30 países em uma segunda rodada de discussões sobre o tema. As primeiras conversas sobre o assunto aconteceram na semana passada.

Comissário europeu alerta para impactos da crise no Oriente Médio e diz que bloqueio no Estreito de Ormuz pode pressionar combustíveis e cadeias de suprimento, com risco de efeitos severos para a economia global e o setor de transportes.

Estadao Conteudo | 06:00 – 22/04/2026

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