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Lucas Fonseca desfaz mitos sobre a missão Artemis

A missão Apolo tinha esse caráter exploratório, a gente queria conhecer as características da Lua. Trouxemos quase 400 kg de rochas lunares. E a missão Artemis é a continuidade disso. Só que agora estamos indo pra ficar. Então a ideia é estabelecer colônias na Lua daqui pra frente. A missão Artemis tem um perfil bem diferente da época da Apolo, porque a gente tá se preparando pra longas estadias na Lua.
Lucas Fonseca

O currículo de Fonseca é invejável: nos três anos em que trabalhou na Agência Espacial Alemã, foi o único brasileiro no projeto Rosetta, da ESA (Agência Espacial Europeia), que, pela primeira vez na história da humanidade, pousou um módulo em um cometa. O engenheiro também disse “não” à Nasa para investir no ecossistema aeroespacial brasileiro. Por aqui, fundou a Arvantis, que atua na logística para experimentos da Estação Espacial Internacional, e lidera o Garatéa-L, projeto para levar à órbita lunar o primeiro nanossatélite brasileiro. Fora isso, também é consultor da ONU para assuntos espaciais.

Uma das dúvidas tratadas no episódio mira diretamente o símbolo mais famoso do programa lunar: a bandeira dos EUA. Para uma leitora do UOL, a ausência de novas fotos mostrando a flâmula poderia intensificar a impressão, nutrida erroneamente por muita gente, de armação da primeira ida à Lua. A explicação, porém, é mais do que simples.

A nave não estava fazendo um rasante de poucos metros em relação à superfície. Quando você tira uma foto, você tem incapacidades óticas de conseguir olhar detalhe por detalhe. Então, a bandeira não é possível de ver da órbita da Lua. Embora outras partes dos resquícios das missões anteriores já foram fotografadas por missões japonesas e missões indianas. É possível ver fotos tiradas por outras agências espaciais, que nem é a Nasa, que mostram ainda lá que os módulos continuam na Lua.
Lucas Fonseca

O episódio também encosta em outra polêmica recorrente na internet: o terraplanismo -ou, no caso da Lua, seria ?luaplanismo??. A provocação partiu de leitores, para quem imagens da Terra no horizonte lunar seria demolidor para as crenças de terraplanistas.

Ninguém é terraplanista de verdade. As pessoas simplesmente gostam de navegar um assunto, uma polêmica e fazer parte de uma tribo. Eu sinto que essas pessoas estão lá se sentindo inclusas dentro de um papo que desperta a curiosidade. Mas eu não consigo imaginar que, em 2026, as pessoas sejam terraplanistas.
Lucas Fonseca



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