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Influenciador suspeito de desviar R$ 146 milhões tem prisão mantida na Argentina

BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – A Justiça manteve o influenciador Gabriel Spalone em prisão na Argentina, após uma audiência de custódia nesta segunda-feira (29). Antes, ele havia sido detido no Panamá e liberado horas depois, já que seu nome não estava incluído na lista da Interpol.

Spalone foi preso no sábado (27) em uma operação conjunta da Interpol, da Polícia Federal do Brasil e de autoridades de diferentes países, incluindo Panamá, Argentina, Estados Unidos e Paraguai.

A detenção ocorreu após um pedido da Polícia Civil de São Paulo para incluir seu nome na lista dos mais procurados.

De acordo com as autoridades, Spalone havia saído de São Paulo de carro, foi até Foz do Iguaçu, entrou no Paraguai e pegou um voo para Nova York, planejando fugir para Dubai. Durante uma conexão no Panamá, a companhia aérea negou seu embarque para os Estados Unidos.

As autoridades migratórias do Panamá impediram sua entrada no país. Ele então ficou detido por 24 horas e depois foi liberado.

Então viajou até a Argentina e, em Buenos Aires, foi detido novamente, após ter seu nome incluído na lista da Interpol.

André Vianna, adido da Polícia Federal na Argentina, disse que agora inicia-se o processo de extradição de Spalone para o Brasil.

O influenciador foi filmado sendo preso ao desembarcar em Buenos Aires, após ser acusado de participar de um esquema que desviou R$ 146 milhões via Pix de um banco brasileiro. Ele foi visto descendo do avião acompanhado de policiais, sem estar algemado.

Spalone era considerado foragido desde o dia 23, após uma operação da Polícia Civil de São Paulo que investigava crimes virtuais.

Em nota, Eduardo Maurício, advogado de Spalone, confirmou que o cliente foi mantido em detenção na Argentina após a audiência de custódia e que agora irá pedir a reconsideração da decisão, para que o cliente responda em liberdade.

Segundo Maurício, a detenção é diferente de uma prisão preventiva, e, em paralelo, a defesa aguarda uma decisão do juiz criminal em São Paulo, “inclusive juntando provas da sua inocência e a comprovação do estorno de 100% do valor objeto da fraude”. Ele também diz já ter pedido a exclusão dele da lista da Interpol.

Tanji Feiji tinha cerca de 100 mil seguidores nas redes sociais e fazia suas lives na rede chinesa Douyin

Folhapress | 18:36 – 29/09/2025

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