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Francesa é forçada a se prostituir com quase 500 homens e ex pega 25 anos

Um tribunal da França condenou neste sábado (23) um homem a 25 anos de prisão por estupro agravado, tortura e violência contra a ex-companheira em um caso que chocou o país e ganhou repercussão após a vítima afirmar ter encontrado coragem para denunciar os abusos inspirada na francesa Gisèle Pelicot.

O condenado é Guillaume Bucci, ex-gerente bancário de 51 anos, acusado de submeter a então companheira a anos de violência física, psicológica e sexual entre 2015 e 2022.

Durante o julgamento, Bucci alegou que as práticas aconteciam de forma consensual dentro de uma relação sadomasoquista e afirmou que nunca imaginou estar machucando a parceira.

A vítima, identificada como Laeticia R., de 42 anos, contestou a versão e relatou em tribunal que foi manipulada psicologicamente e passou anos vivendo sob medo constante.

Segundo o depoimento, o relacionamento começou com propostas que ela acreditava serem fantasias sexuais consensuais, como amarrações e palmadas. No entanto, a situação rapidamente evoluiu para episódios extremos de violência.

“Senti que estava morrendo por dentro”, declarou Laeticia durante o julgamento.

Mãe de quatro filhos, ela contou que o ex-companheiro a pressionou gradualmente a manter relações sexuais com outros homens e, posteriormente, a se prostituir.

De acordo com o relato da vítima, Bucci chegou a obrigá-la a ir até um posto de estrada na véspera de Natal de 2015 para abordar desconhecidos enquanto ele acompanhava tudo por telefone.

Ela afirmou ainda que foi forçada a manter relações com amigos, colegas e estranhos escolhidos pelo ex-companheiro, além de ser obrigada a registrar os nomes dos homens com quem se envolvia.

Laeticia disse ter perdido a conta do número de parceiros após se aproximar de 500 homens.

Durante o processo, Guillaume Bucci admitiu alguns atos de violência, incluindo estrangulamentos, queimaduras e práticas sexuais degradantes, mas insistiu que tudo fazia parte de jogos sexuais consentidos.

O tribunal rejeitou a argumentação da defesa e determinou pena de 25 anos de prisão. A decisão prevê que ele cumpra ao menos dois terços da condenação antes de solicitar liberdade condicional.

O advogado da vítima afirmou que Laeticia decidiu denunciar os abusos após acompanhar o caso de Gisèle Pelicot, mulher francesa que se tornou símbolo internacional de combate à violência sexual após revelar que foi dopada pelo próprio marido e abusada durante anos por diversos homens.

Dominique Pelicot, ex-marido de Gisèle, foi condenado em 2024 a 20 anos de prisão.

No caso de Laeticia, porém, os investigadores não apontaram uso de drogas ou sedativos para cometer os abusos.
 
 

Defesa de José Antonio Mamprim não é identificada. Segundo investigação, ele trabalhava como terceirizado no transporte de alunos e desembarcava as vítimas por último

Folhapress | 22:36 – 21/05/2026

 

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