Um quase-cristal raro encontrado anteriormente levou os cientistas à nova descoberta. A investigação começou após pesquisadores identificarem anteriormente, no mesmo material, um quase-cristal raro, uma estrutura que desafia modelos tradicionais da cristalografia porque seus átomos não seguem padrões periódicos normais.
Os dois materiais podem ter se formado juntos durante a explosão nuclear. Os cientistas acreditaram que o novo clatrato poderia ter dado origem a esse quase-cristal, já que ambos surgiram sob as mesmas condições extremas e possuem composições químicas semelhantes.
No entanto, simulações matemáticas mostraram que a hipótese é improvável. Apesar de compartilharem a mesma origem, as duas estruturas parecem ter se formado de maneira independente devido às diferentes concentrações de cobre presentes no material.
“Laboratórios naturais” extremos
Explosões nucleares, raios e impactos de meteoritos funcionam como “laboratórios naturais” capazes de criar formas inéditas de matéria. “Eventos extremos como explosões nucleares, raios ou impactos podem gerar novas fases e estruturas minerais que ampliam nossa compreensão sobre como a matéria se organiza sob condições extremas”, afirmou Bindi ao Live Science.













Deixe um comentário