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Apple turbina Siri com Google para provar que IA vale pouco sem um iPhone

A Siri é a grande proposta da Apple para ser esse agente há mais de uma década. Agora, ganha um corpo novo, porque assume novas funcionalidades e uma inteligência maior, que é do Gemini. É bem interessante porque a Apple fala do Gemini, mas citou a palavra Google uma vez durante a apresentação inteira de mais de uma hora. E ainda coloca como “co-criamos com o Google”.
Diogo Cortiz

Por trás da estratégia da Apple, há uma questão técnica associada à parceria comercial: sem precisar recorrer à nuvem, os aparelhos mais novos da Apple executam tarefas com IA internamente, graças à tecnologia do Google.

Será que eles estão 100% dependentes do Google ou não? Acho que eles também estão desenvolvendo modelos menores para rodar local, porque tem uma série de funcionalidades que só vão rodar no iPhone 17 para cima, por causa dos chips mais avançados. Se der certo essa integração, a Apple vai criar uma camada de interação com essas inteligências artificiais e talvez as pessoas fiquem mais ali, sem recorrer a todo momento a um chatbot
Diogo Cortiz

A Siri passa a agir como “mordomo” do iPhone, diz Helton: além de explicar funções escondidas do sistema, integrar tarefas entre os diversos aplicativos e responde em linguagem natural, com base no que está guardado no aparelho.

A Siri virou um aplicativo standalone, que funciona mais ou menos como um ChatGPT. Só que, em vez de só olhar para a internet, a Siri vai olhar para o que você tem armazenado no seu celular. Você vai poder perguntar coisas contextuais, falando do jeito que você fala, sem se preocupar com regras gramaticais. Por exemplo: onde está tal documento, e descrever o que tem nesse documento. O Apple Intelligence é o ecossistema que funciona por trás de tudo que roda no iPhone, no Mac, no iPad. Todos os aplicativos vão ter alguma função de inteligência artificial e eles vão beber do Apple Intelligence, e a Siri vai fazer esse papel de meio de campo, coordenando as várias funções.
Helton Simões Gomes

Até chegar a esse momento, a atuação da Apple com IA foi marcada por “fiascos” de execução: uma Siri mais inteligente que não rolou, ferramentas de edição de fotos que falharam e resumos de notificações que inventam informações.



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