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Acusada de matar brasileira em Portugal diz sofrer de ‘ciúme patológico’

Há cinco meses, a vida de José Teodoro deu uma reviravolta. A esposa, Lucinete Freitas, de 55 anos, uma cidadã brasileira que vivia em Portugal desde abril de 2025, foi assassinada pela patroa.

Depois de várias semanas desaparecida, Lucinete foi encontrada morta em uma mata da Amadora, na Grande Lisboa. Rapidamente, as autoridades identificaram a suspeita do homicídio: Ilderlane Ferreira, de 43 anos.

Em prisão preventiva desde dezembro do ano passado no Estabelecimento Prisional de Tires, a suposta assassina tenta agora atenuar a condenação, justificando o crime com suposto “ciúmes patológicos”, causados por uma depressão pós-parto.

“Tirou a minha alma. São cinco meses e ainda não recuperei. Estou em acompanhamento psicológico, porque eu não entendo a pessoa demoníaca tentando justificar [o assassinato]. Monstruosa”, disparou o marido de Lucinete ao saber que a Defesa de Ilderlane, que teria matado a mulher com um bloco de cimento, pediu uma perícia psiquiátrica para tentar comprovar que sofre de uma doença mental.

Aos meios de comunicação de Portugal, José Teodoro garantiu que a mulher “tinha uma relação de trabalho com a família e quase nem via o empregador, que saía cedo e chegava tarde”.

Apesar de estar revoltado com a defesa de Lucinete, o viúvo acredita que a acusada “vai pagar” pelo crime. “Eu vi a criança em uma chamada de vídeo com a Lucinete. Tinha dois anos, não era recém-nascida”, descredibilizou.

“Se a lógica prevalecer, vão ver que não foi coisa do momento. Ela alugou um carro três dias antes”, destacou.

Vale destacar que o Ministério Público (MP) tem até 20 de junho para concluir a acusação de Ilderlane.

O caso

Lucinete foi assassinada a 5 de dezembro de 2025 com um bloco de cimento na cabeça. A patroa, para quem trabalhava como babá, cuidando do filho, de dois anos, é a única suspeita do crime.

A Polícia Judiciária (PJ) encontrou o corpo da brasileira 11 dias depois do desaparecimento, em uma área isolada da Amadora. Na ocasião, os inspetores revelaram que o crime ocorreu “por motivo fútil”.

A suspeita ficou em prisão preventiva porque há “fortes indícios da prática de um crime de homicídio qualificado”.

Além de deixar viúvo José Teodoro, Lucinete deixa também órfão um filho de 14 anos. O objetivo era a família juntar-se toda em Portugal, mas o visto de José foi recusado e a mulher imigrou primeiro.

O que não esperavam é que a procura de uma vida melhor acabasse na tragédia que terminou.

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