Entre os dark patterns mais comuns estão:
Confirmshaming: em uma solicitação ao usuário, por exemplo, para autorizar o rastreamento de dados para publicidade personalizada, há duas opções. O botão de consentimento é grande e colorido; o de recusa, pequeno e cinza. Muitas vezes, este último também traz uma rotulagem manipuladora, como “Não, prefiro continuar vendo anúncios irrelevantes”, como se a escolha fosse vergonhosa ou inferior.
Botões de “não” escondidos: frequentemente existe um botão “sim”, enquanto a alternativa leva a “mais opções”, obrigando o usuário a se clicar por vários submenus para finalmente selecionar “não”. Em alguns casos, opções já vêm previamente marcadas (pre-ticked boxes), e o usuário precisa desmarcá-las ativamente.
Pressão artificial de tempo: comum em lojas online, com a exibição de cronômetros piscando ou avisos como “Só resta 1 item em estoque!” ou “X pessoas estão vendo este produto agora”. Isso cria estresse e incentiva compras rápidas e pouco refletidas.
“Nagging” (importunação constante): o usuário é repetidamente incitado a realizar determinada ação, até que concorde apenas para se livrar do aviso irritante. Isso ocorre, por exemplo, em reservas de viagem feitas em várias etapas, nas quais a cada página reaparece a oferta de contratar um seguro adicional ou reservar assento mediante custo extra.
Modelo “pague ou aceite” (pay or okay): obriga o usuário a escolher entre pagar para usar um site sem anúncios ou concordar com o processamento de dados para publicidade personalizada. Organizações de defesa do consumidor criticam esse modelo por não oferecer uma escolha realmente equivalente, pressionando os usuários a liberar seus dados, já que a alternativa é paga.













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