O ritmo intenso de operações minimiza o risco de falhas nas transmissões da SpaceX. “A SpaceX faz lançamentos num ritmo intenso, então, muito provavelmente já sanaram todos os possíveis bugs”, avalia Noronha.
Missões da Nasa e SpaceX são diferentes em suas complexidades. Segundo a AEB, a empresa de Musk está consolidada em lançamentos de órbita baixa (mais próximos da Terra) e em escala comercial, o que ajuda justamente na correção de possíveis erros. Por outro lado, a Artemis 2 é uma missão tripulada para o espaço profundo. “É uma missão de fronteira da ciência e da tecnologia, tanto é que não se fazia há mais de 50 anos.”
O sucesso midiático atende também a interesses comerciais da empresa privada. A SpaceX planeja abrir o capital (IPO) ainda este ano, e transmissões sem erros ajudam a consolidar imagem de confiabilidade para investidores e clientes da internet via satélite Starlink.
Apesar da falha inicial, a missão Artemis 2 já está em seu 7º dia sem problemas significativos. Os astronautas já foram entrevistados, enviaram fotos e até ficaram sem comunicação por cerca de 40 minutos, durante a passagem pelo lado oculto da Lua.
Retorno à Terra é o verdadeiro teste
O retorno da missão Artemis 2 será o maior desafio para a transmissão da Nasa. A cápsula vai pousar no mar, o que exige uma operação complexa. Também há certa indefinição sobre o local exato da chegada.














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