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Israel confirma impacto de mísseis iranianos no centro do país

Várias explosões foram ouvidas em Jerusalém por jornalistas da AFP, após um alerta emitido pelo exército israelense sobre o lançamento de mísseis iranianos em direção ao centro de Israel.

“Até o momento, não há registro de feridos”, informaram os socorristas do Magen David Adom, equivalente israelense da Cruz Vermelha.

“As equipes de busca e resgate do Comando da Frente Interna estão a caminho das áreas atingidas no centro de Israel. Pedimos à população que evite se reunir nesses locais”, informou o órgão militar em uma mensagem publicada em sua conta no Telegram às 7h26 (horário local).

Minutos antes, as Forças de Defesa de Israel (FDI) haviam identificado o lançamento de mísseis do Irã em direção ao território israelense e pediram que a população das áreas afetadas agisse com responsabilidade e seguisse as orientações das autoridades.

O ataque ocorreu horas depois de dois mísseis iranianos atingirem as cidades de Dimona e Arad, no sul do país, próximas à principal instalação nuclear de Israel, deixando cerca de 120 feridos com diferentes níveis de gravidade.

As FDI também lançaram, na madrugada deste domingo, uma nova onda de ataques contra alvos do regime iraniano “no coração de Teerã”, embora ainda não haja detalhes sobre a dimensão dessas operações.

Equipes de resgate israelenses afirmam que mais de 100 pessoas ficaram feridas nos ataques com mísseis iranianos contra Dimona — onde está localizada a principal instalação nuclear do país — e a cidade vizinha de Arad, em uma das escaladas mais dramáticas desde o início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

A televisão estatal iraniana classificou os ataques de sábado como uma “resposta” ao que disse ter sido um ataque ao complexo nuclear de Natanz, no Irã, ocorrido no início do dia, marcando uma nova e grave fase de retaliações neste conflito, que já entra em sua quarta semana.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou não ter recebido qualquer indicação de danos no Centro de Pesquisa Nuclear Shimon Peres Negev, em Dimona, nem detectado níveis anormais de radiação na região.

A agência afirmou que acompanha a situação de perto. O diretor-geral, Rafael Grossi, citado pela emissora Al Jazeera, reforçou que “é fundamental haver máxima contenção militar, especialmente nas proximidades de instalações nucleares”.

Leia Também: Trump dá 48h para Estreito reabrir e ameaça ‘aniquilação’; Irã responde

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