De acordo com o economista-chefe e sócio-fundador da Forum Investimentos, Bruno Perri, o mercado acionário brasileiro se ressente, embora com menos intensidade do que antes, do ambiente avesso a risco nos mercados globais.
Mas, acrescentou, há ingredientes adicionais, como o IPCA de fevereiro, divulgado na véspera, e o anúncio de aumento de preços de combustíveis pela Petrobras, que trazem um ambiente mais restritivo para a decisão do Banco Central na semana que vem.
“Vejo que o movimento afeta não somente as expectativas para a reunião da próxima semana, mas também em relação à duração e intensidade dos cortes de juros, pressionando taxas de desconto que refletem na bolsa local”, afirmou.
A poucos dias da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, a curva futura de juros ainda precifica um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, mas passou a embutir chance, embora minoritária, de manutenção da Selic em 15%.
No comunicado da sua última reunião de política monetária, no final de janeiro, a autarquia havia indicado o início em março de um ciclo de corte na taxa básica de juros.
O último pregão da semana ainda teve no radar uma série de balanços e a notícia de que os EUA abriram investigações de práticas comerciais desleais relacionadas a trabalho forçado contra dezenas de países, incluindo o Brasil.













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