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Maduro pode estar morto? Vice-presidente exige prova de vida a Trump

O governo da Venezuela afirmou neste sábado (3) que ainda não recebeu qualquer informação oficial sobre o paradeiro do presidente Nicolás Maduro, após o anúncio de sua captura por forças dos Estados Unidos. A incerteza levou a vice-presidente venezuelana, Delcy Rodríguez, a exigir publicamente que o governo norte-americano apresente uma prova de vida do chefe de Estado.

Em pronunciamento transmitido por uma rádio do país, Rodríguez declarou que, diante do que classificou como um ataque brutal, o governo desconhece a situação de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo ela, Washington deve comprovar imediatamente que ambos estão vivos. A vice-presidente não detalhou como ficará a condução do governo a partir deste momento, mas afirmou que já foram ativados todos os planos de defesa nacional previstos em decreto assinado anteriormente por Maduro.

Rodríguez afirmou que o presidente venezuelano havia alertado a população sobre a possibilidade de uma agressão desse tipo por parte dos Estados Unidos. Segundo ela, diante desse cenário, Maduro determinou a mobilização popular, acionou milícias e deu ordens claras às Forças Armadas, em coordenação com forças policiais e civis, para responder à ofensiva.

O posicionamento venezuelano ocorre após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar que forças americanas realizaram uma operação de grande escala contra a Venezuela e capturaram Nicolás Maduro. A afirmação foi feita em uma rede social. Segundo Trump, o presidente venezuelano e sua esposa foram detidos durante a ação e retirados do país por via aérea. Ele afirmou que a operação envolveu forças de segurança dos EUA, mas não revelou o destino do casal. Trump também anunciou que mais detalhes seriam divulgados em uma coletiva de imprensa marcada para as 13h, no horário de Brasília.

A ofensiva mencionada por Trump ocorreu após uma madrugada de tensão em Caracas. Uma série de explosões atingiu a capital venezuelana, com ao menos sete detonações registradas em um intervalo de cerca de 30 minutos, segundo a Associated Press. Moradores relataram tremores, ruídos de aeronaves e correria em diversos bairros. Houve ainda interrupções no fornecimento de energia elétrica em partes da cidade, especialmente nas proximidades da base aérea de La Carlota, no sul da capital.

Vídeos divulgados nas redes sociais mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves voando em baixa altitude sobre Caracas. Logo após os primeiros relatos, o governo venezuelano divulgou um comunicado afirmando que o país estava sob ataque. Na nota, Caracas não confirmou a captura de Maduro, mas informou que o presidente havia convocado forças sociais e políticas para ativar planos de mobilização.

O comunicado oficial também informou que Maduro assinou um decreto declarando estado de Comoção Exterior em todo o território nacional. Segundo o texto, a medida visa proteger os direitos da população, assegurar o funcionamento das instituições republicanas e iniciar imediatamente a luta armada. O governo convocou a população a se mobilizar contra o que chamou de agressão imperialista.

Ainda segundo o governo venezuelano, a operação americana teria como objetivo tomar o controle de recursos estratégicos do país, especialmente petróleo e minerais. Caracas acusa os Estados Unidos de tentar impor uma “guerra colonial” e promover uma mudança de regime. O país declarou que se reserva o direito à legítima defesa e convocou governos da América Latina e do Caribe a se manifestarem em solidariedade.

A atual escalada ocorre após meses de pressão dos EUA sobre a Venezuela. Em agosto, Washington elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levassem à prisão de Maduro e reforçou sua presença militar no Mar do Caribe. Embora inicialmente a mobilização fosse apresentada como combate ao narcotráfico, autoridades americanas passaram a indicar, sob anonimato, que o objetivo final seria derrubar o governo venezuelano.

Leia Também: Maduro foi capturado por ‘tropa de elite’ do exército dos EUA

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