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veja os 3 erros das empresas

3) Medo de utilizar informações do negócio com a IA: uma vez que as políticas de governança estão implementadas, faz pouco sentido não fazer a IA conhecer os processos da empresa para a qual vai trabalhar. E isso ocorre por meio dos dados gerados pela companhia. Campos, da IBM, explica que isso ocorre por dois motivos. Ou há receio de submeter à IA o conhecimento inerente ao negócio porque a companhia tem plena consciência de que não está com a casa em ordem quando o papo é governança de dados. Ou falta capacidade técnica de realizar a integração, seja porque as informações não estão estruturadas ou estão pulverizadas em vários lugares. Segundo os CEOs latino-americanos, apenas 1% das empresas já tomaram o passo de plugar os dados corporativos às ferramentas de IA

Se você não desenvolve uma IA com o conhecimento, os dados, a propriedade intelectual da sua empresa, você só usa uma IA genérica. O que você e o seu vizinho fizerem vai ser exatamente a mesma coisa. Isso não diferencia ninguém. A diferenciação está no momento em que as empresas estruturam os seus dados, colocam os mecanismos de governança e tomam a coragem de colocar isso em prática. Aí elas se distanciam dos seus competidores
Joaquim Campos, vice-presidente de software da IBM

É claro que não se trata de uma receita de bolo. Companhias enfrentam problemas distintos e estão em estágios diferentes e dispõem de armas de calibre variados para enfrentá-los. A própria IBM, porém, resolveu aplicar algumas diretrizes do que sua área de consultoria compartilha com clientes. Nas contas da big tech, ao longo dos últimos meses, o uso de IA na operação global rendeu um ganho de eficiência da ordem de US$ 3,5 bilhões. Isso numa companhia que fatura US$ 65 bilhões.

Como nem todas as empresas têm o porte da IBM, Campos reserva um recado àquela que estão começando na jornada da IA:

A partir de 2022, quando a IA se tornou mainstream, e todo mundo passou a ter acesso e poder chegar em casa e fazer uma consulta no IA, isso gerou uma pressão muito grande dentro das empresas. Ainda assim, é muito cedo para você dizer: ‘não deu certo’. Mas já dá para mudar a forma com que eu me relaciono com meus clientes e posso usar os dados para gerar muito mais impacto do que aquela experiência de antigamente
Joaquim Campos, vice-presidente de software da IBM



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