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Os planos do iFood para se blindar de concorrência chinesa em delivery

Salvador foi o 1º local a ter a vantagem e, segundo a empresa, restaurantes aumentaram suas receitas em até 32%. “Proposta é gerar valor para consumidores e beneficiar o ecossistema: com mais pedidos, entregadores registram maior movimentação, e restaurantes conseguem utilizar sua capacidade ociosa com inteligência, ganhar escala e vender mais”, afirma Paula Ritto, vice-presidente de marketplace do iFood, em nota.

Com ‘Turbo’, iFood promete entregas a partir de 10 minutos (com limite de até 20 minutos). Modalidade vale tanto para entrega de itens — de farmácia e pet shop —, quanto para refeições. Sistema começa a funcionar em São Paulo, mas vai ser expandido para outras cidades. Caso entrega não seja no tempo estabelecido, cliente ganha crédito de R$ 5. A empresa diz que sistema vale para estabelecimento localizados em um raio de até 3 km para restaurantes, e 2 km para as demais categorias.

Entrega rápida não é algo exatamente novo no mercado. Ano passado a Rappi lançou serviço semelhante, também chamado Turbo, e a Daki promete entregas de itens em minutos. O próprio iFood tinha uma função Express, que permitia delivery em 15 minutos.

No passado, entrega condicionada a tempo deu errado. Em meados de 2010, uma lei federal proibiu o estímulo à velocidade a entregadores, após uma promoção do Habib’s sugerir entregas em até 28 minutos. Naquele caso, se o tempo estabelecido não fosse respeitado, o entregador arcava com o prejuízo. À época, medida foi criticada, pois incentivava motociclistas a andarem rápido, o que aumentava a chance de acidentes.

Questionada sobre isso, o iFood diz que o entregador não tem conhecimento se entrega é turbo. A companhia diz que usa tecnologia para “alocar pedidos de maneira estratégica, reduzindo distâncias e otimizando trajetos”. Isso, continua, garante “que a meta de tempo seja atingida sem necessidade de mudanças ou pressões nos métodos de coleta, ou entrega”.

Mercado de delivery vai ganhar competidores e mais investimentos

99 vai estrear o 99Food em agosto, integrado ao app de transporte, e Keeta (da chinesa Meituan) deve estrear no Brasil em novembro. A primeira promete investir R$ 1 bilhão no país e já anunciou taxas grátis para restaurantes nos primeiros dois anos. Já líder em delivery da China promete investir R$ 5,6 bilhões em 5 anos no Brasil.



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