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Nasa se envolveu na guerra dos refrigerantes e levou colas pro espaço

A empresa esperava que seu refrigerante fosse lançado em um voo espacial em abril de 1985. No entanto, o voo foi cancelado semanas antes da decolagem após advogados da Nasa indicarem que a Coca-Cola não havia seguido os procedimentos corretos e notificado seus concorrentes.

Nova fase do projeto incluiu a Pepsi

A Coca-Cola continuou trabalhando no desenvolvimento de uma embalagem segura. Mesmo sem a confirmação por parte da Nasa, a empresa anunciou que faria parte de um voo espacial marcado para julho daquele mesmo ano. A declaração incomodou a Nasa: “Parece bastante evidente, portanto, que a oferta à Nasa para fornecer a tecnologia tem fins publicitários”, escreveu James M. Beggs, administrador da agência espacial na ocasião.

O novo escorregão da Coca-Cola abriu portas para a Pepsi. Proibindo “propaganda no espaço”, a Nasa assinou contratos com as empresas para que ambas levassem suas bebidas no mesmo voo espacial. Com um cronograma apertado, a Pepsi passou a elaborar sua versão de embalagem. “A lata de Pepsi, pelo que pude perceber, era apenas uma lata de creme de barbear”, disse o astronauta Loren Acton, que segurou o dispositivo durante um exercício de treinamento.

Lata feita pela PepsiCo para ser usada no espaço Imagem: Divulgação/National Air and Space Museum, Smithsonian

A guerra das colas, então, foi parar na Casa Branca. Pouco mais de duas semanas antes do lançamento da nave espacial com as bebidas, a Coca-Cola apelou diretamente à Casa Branca para que a PepsiCo fosse retirada do voo. O assunto havia se tornado uma disputa entre senadores, executivos e lobistas. O governo dos EUA, porém, não assumiu responsabilidade no caso, deixando a decisão para a Nasa —que manteve a Pepsi na missão.



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