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Por que empresas querem convencer você que IA detecta emoções?

No novo episódio do Deu Tilt, o podcast do UOL para humanos por trás das máquinas, Diego Cortiz e Helton Simões Gomes explicam como a ideia, ainda que popular, não faz sentido.

Afirmar que reconhecer emoções por meio da expressão facial é quase como jogar na loteria
Diogo Cortiz

Outra teoria, mais atual, sustenta que as emoções são construções sociais altamente dependentes de cultura e linguagem para serem interpretadas. Ou seja, ainda que sejam representadas por expressões faciais, as emoções são interpretadas com base em fatores longe de serem universais.

É muito difícil fazer essa relação direta entre a expressão facial e o estado mental, que é subjetivo
Diogo Cortiz

Uma das pesquisadoras mais proeminentes dessa vertente é a psicóloga Lisa Feldman Barrett, autora do livro “How emotions are made” (Como as emoções são feitas, em tradução livre). Ela não poupa palavras. Chama de “lixo” qualquer tecnologia que associa expressões faciais e emoções.

Diversas empresas de tecnologia garantem que suas plataformas de IA reconhecem sentimentos, o que para Cortiz considera um exemplo de desconhecimento do processo de desenvolvimento de IA e de como ela é treinada.



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