A espanhola Luzia comemorou a decisão do Cade e, diante dos preços da Meta, entregou os pontos sobre atuar no WhatsApp. Segundo Pablo Delgado, head de comunicação, a startup ficou satisfeita por “saber das resoluções em diferentes jurisdições em relação à situação com a Meta AI e provedores de bots de IA”.
Infelizmente, os preços impostos em 16 de fevereiro, que permanecem inalterados desde então, tornam inviável oferecer um serviço na escala em que a Luzia vinha operando até o momento. Esta decisão da Meta complicará a expansão de novos serviços e sufoca o desenvolvimento da concorrência entre provedores de serviços de IA
Pablo Delgado, head de comunicação da Luzia
Com 80 milhões de usuários, a empresa pretende agora focar em outros canais de distribuição.
A proibição aos chatbots de IA veio após a Meta alterar as regras da versão corporativa do WhatsApp. Segundo a Meta, a ferramenta foi criada para empresas fazerem negócio, mas ChatGPT, Zapia e companhia estavam sobrecarregando os sistemas com trocas de mensagem que não tinham relação com a prestação ou oferta de serviços ou a compra e promoção de produtos.
Para o tribunal do Cade, as novas diretrizes do WhatsApp podem impedir a soluções de IA generativa na plataforma e configurar dano concorrencial. Segundo o conselheiro Carlos Jacques, relator do caso, como Meta AI e WhatsApp fazem parte de uma mesma empresa, restringir a oferta de IA generativa num dos aplicativos aplicativos mais populares do Brasil tem um só objetivo final: “aumentar o valor do ecossistema”.









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