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Trump negocia com Cuba após impor tarifas a países que vendem petróleo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que está negociando com líderes de Cuba para tentar chegar a um acordo, após impor tarifas a países que vendem petróleo a Havana. “Cuba é uma nação em declínio. Está assim há muito tempo, mas agora já não conta com a Venezuela para sustentá-la. Por isso, estamos conversando com o povo de Cuba e com os principais líderes cubanos para entender o que está acontecendo”, disse Trump a jornalistas em Mar-a-Lago, na Flórida, no domingo.

Após a captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, Trump colocou sob controle norte-americano o setor petrolífero venezuelano, que desde os anos 2000 vinha sendo o principal fornecedor de petróleo a Cuba, um de seus aliados mais próximos.

Sem entrar em detalhes, o presidente dos Estados Unidos disse estar confiante de que será possível chegar a “um acordo com Cuba”.

No sábado, Trump assinou um decreto que autoriza os Estados Unidos a aplicarem tarifas, de valor não especificado, a países que comercializem petróleo com Havana.

Na ordem executiva, o presidente classificou Cuba como uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos.

Em resposta, o governo cubano negou no domingo a existência de “bases militares ou de inteligência estrangeiras” no país.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que Cuba não representa “uma ameaça à segurança dos Estados Unidos”, nem apoiou “atividades hostis” contra o país, tampouco financiou organizações terroristas ou extremistas.

Sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, Cuba enfrenta há três anos uma grave escassez de combustível, com impacto direto na geração de energia elétrica.

No domingo, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, anunciou que pretende enviar ajuda humanitária a Cuba ainda nesta semana, enquanto tenta negociar com os Estados Unidos o envio de petróleo “por razões humanitárias” à ilha.

“Estamos planejando ajuda humanitária para Cuba nesta semana. A Marinha mexicana vai fornecer alimentos e outros insumos, enquanto resolvemos diplomaticamente tudo o que envolve os carregamentos de petróleo por motivos humanitários”, afirmou Sheinbaum.

A presidente esclareceu que não tratou diretamente do fornecimento de petróleo com Trump, apesar de o presidente norte-americano ter dito que manifestou a ela oposição ao envio de petróleo a Cuba.

“O tema foi abordado”, observou Sheinbaum, “durante a conversa entre o ministro das Relações Exteriores, Juan Ramón de la Fuente, e o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio”.

“Estamos explorando todas as vias diplomáticas para enviar combustível ao povo cubano, porque não se trata de uma questão entre governos, mas de garantir apoio para evitar uma crise humanitária em Cuba”, concluiu.

Volume de pesquisas sobre a agência federal supera o do primeiro mandato do republicano; no Brasil, pesquisas sobre o órgão também cresceram

Folhapress | 08:36 – 30/01/2026

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