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Trump faz posts sobre Cuba e sugere Rubio como presidente

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Após operação para capturar o ditador Nicolás Maduro da Venezuela, Donald Trump fez uma série de publicações nas redes sociais neste domingo (11), sugerindo a derrubada do regime de Cuba, que é um país socialista há seis décadas.

Trump republicou um post que dizia que seria “incrível” se ele acabasse com o sistema político cubano. A publicação foi feita por Marc Thiessen, ex-diretor de discursos da Casa Branca, que escreveu que o regime do país sobreviveu a cada presidente americano desde 1961, mas que poderia mudar com a atuação do republicano.

O presidente norte-americano endossou que o plano poderia ser realizado ainda neste ano. “Seria uma incrível sequência de vitórias se duas décadas de comunismo na Venezuela, cinco décadas de mulás iranianos e quase sete décadas de Fidel Castro em Cuba fossem revertidos em 2026”, dizia um de seus apoiadores.

Na sequência, o líder dos EUA continuou compartilhando postagens que afirmavam que “seria um sonho” a derrubada do governo cubano. “Para o bem da minha mãe de 78 anos (muito MAGA), e que emigrou de Cuba em 1960 quando ela tinha 13 anos, seria um indescritível sonho se isso acontecesse”, falou outra pessoa.

Trump chegou até a concordar que o secretário de Estado, Marco Rubio, poderia ser o presidente de Cuba. “Isso me parece bom”, respondeu ao republicar um comentário feito por outro de seus seguidores.

Sem detalhar, mas em tom de ameaça, Trump sugeriu que Cuba faça um acordo com os EUA “antes que seja tarde”. Ainda nas redes sociais, o presidente afirmou que cuba viveu muitos anos com petróleo e dinheiro da Venezuela em troca de “serviços de segurança”, citando os 32 cubanos mortos no ataque dos EUA. “Mas isso acabou! A Venezuela agora tem os EUA, as forças armadas mais poderosas do mundo”, escreveu.

“Não haverá mais petróleo nem dinheiro para Cuba, nada! Sugiro fortemente que façam um acordo antes que seja tarde demais”

Atualmente, o presidente de Cuba é Miguel Díaz-Canel, um ex-professor universitário e engenheiro que está no poder desde 2018. Em 2021, ele também passou a liderar o Partido Comunista de Cuba e foi reeleito como presidente do país dois anos depois, para um segundo e último mandato.

CUBA ESTÁ SOB SANÇÕES DOS EUA HÁ MAIS DE 60 ANOS

Os EUA mantêm um embargo econômico amplo contra a República de Cuba há seis décadas. Em fevereiro de 1962, o então presidente John F. Kennedy proclamou um embargo comercial entre as duas nações, “em resposta a certas ações tomadas pelo governo cubano”, que permanece em vigor até hoje.

Ao longo dos anos, as sanções foram se fortalecendo. O bloqueio impõem sanções contra navios que atracam em portos cubanos, proibindo-os de entrar nos EUA por seis meses. Além disso, impede que entidades de outros países que operem com mais de 10% de capital estadunidense façam qualquer tipo de comercialização com Cuba.

Em outubro de 2024, a Assembleia Geral da ONU aprovou, pela 32ª vez consecutiva, a necessidade de acabar com o embargo. Esta resolução foi aprovada por 187 países, tendo apenas uma abstenção -da Moldávia- e dois emblemáticos votos contrários: dos Estados Unidos e de Israel.

Cuba também atravessa o pior momento econômico dos 67 anos desde a Revolução. Embora o país já tenha enfrentado, em décadas passadas, episódios de migração em massa, escassez de alimentos e agitação social, nunca os cubanos haviam vivenciado um colapso tão amplo da rede de proteção social.

O bloqueio é uma das causas inegáveis da atual situação – embora certamente não a única – e deve ser considerado no centro de qualquer análise honesta sobre Cuba. Quanto aos protestos e a deslegitimação do governo, tem ocorrido legítimas e pontuais expressões de descontentamento, mas sem uma amplitude e capilaridade na sociedade cubana a ponto da população rechaçar as conquistas da Revolução Cubana

Fernando Correa Prado, professor da Universidade Federal da Integração Latino-Americana, em artigo publicado no site do governo brasileiro

CRISE NA VENEZUELA AUMENTOU AMEAÇAS À CUBA

Os cubanos se preparam para o agravamento da crise econômica depois que os EUA bloquearam petroleiros venezuelanos. No porto de Matanzas, onde petroleiros atracam, postos de gasolina estiveram fechados esta semana, refletindo a crescente escassez de suprimentos. A mais recente ação dos EUA está alimentando o temor de que os já frequentes cortes de energia, que duram horas, se agravem.

Para Cuba, a perda do petróleo venezuelano é devastadora. Entre janeiro e novembro do ano passado, a Venezuela enviou uma média de 27.000 barris por dia (bpd) para a ilha, cobrindo cerca de 50% do déficit de petróleo de Cuba, de acordo com dados de remessa e documentos da empresa petrolífera estatal venezuelana PDVSA.

EUA também disseram que querem assessores e militares de Cuba fora da Venezuela. A ordem se estende também a funcionários da China, Rússia e Irã. A demanda teria partido do secretário de Estado americano, Marco Rubio, em conversa com presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez.

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