SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (6) que os republicanos precisam vencer as eleições de meio de mandato deste ano, as chamadas midterms, pois caso contrário ele será alvo de um processo de impeachment pelos democratas.
“Vocês têm que vencer as eleições de meio de mandato porque, se não vencermos, vai ser assim -quero dizer, eles vão encontrar um motivo para abrir um processo um impeachment”, disse Trump durante um encontro com parlamentares republicanos em Washington. “Eu vou sofrer impeachment.”
Os americanos vão às urnas em novembro para renovar toda a Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado, além de governadores e outros cargos estaduais e locais. A disputa é especialmente relevante porque os republicanos têm atualmente uma maioria estreita, de apenas três assentos, na Câmara
Historicamente, as midterms costumam favorecer o partido fora do poder na Casa Branca.
Sem maioria, Trump pode ter dificuldades para governar, sustentar sua política externa ou barrar qualquer investida da oposição. Inclusive, a própria captura do ditador Nicolás Maduro deverá ser questionada no Congresso.
A Casa Branca tem defendido a narrativa de que a operação não foi um ato de guerra, dispensando, assim, a necessidade de que os parlamentares fossem consultados. A Lei de Poderes de Guerra, de 1973, aprovada após a Guerra do Vietnã, limita ações militares unilaterais do Executivo.
Embora o presidente seja o comandante em chefe das Forças Armadas, a Constituição atribui ao Congresso a autoridade para declarar guerra.
Na prática, porém, há décadas os presidentes americanos evitam declarações formais de guerra e têm recorrido a resoluções do Congresso ou a interpretações amplas de seus poderes constitucionais para autorizar operações militares limitadas no exterior.
Segundo o site do Senado dos Estados Unidos, a última declaração formal de guerra aprovada pelo Congresso ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial. Desde então, o Legislativo tem autorizado o uso da força por meio de resoluções específicas e exerce influência sobre a política militar principalmente por meio do controle orçamentário e da supervisão das operações.
No domingo (4), manifestantes ocuparam ruas de várias cidades dos Estados Unidos em protesto contra a intervenção militar na Venezuela.










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