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Shein abre investigação após imagem de Luigi Mangione aparecer em anúncio de camisa

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A Shein, plataforma virtual chinesa de vendas de roupa, está conduzindo uma investigação após uma imagem de Luigi Mangione, italiano acusado de matar CEO de plano de saúde nos Estados Unidos, aparecer como modelo no anúncio de uma camisa.

Segundo a empresa, a imagem em questão foi disponibilizada por um fornecedor terceirizado e removida imediatamente após a descoberta. A Shein também afirma que adotará as medidas apropriadas contra o fornecedor, de acordo com suas políticas internas.

“A Shein conta com padrões rigorosos para todas as listagens de produtos na plataforma da empresa. A companhia está conduzindo uma investigação completa, fortalecendo processos próprios de monitoramento”, afirma.

Em links que circulam na internet, a página já foi retirada do ar. Mas há um salvamento na plataforma Wayback Machine, iniciativa da organização sem fins lucrativos Internet Archive que compila versões antigas de páginas na internet, em que é possível encontrar o anúncio original.

Em testes realizados em quatro plataformas que prometem detectar imagens feitas por IA (inteligência artificial), todos os resultados apontaram uma probabilidade de 90% ou mais de que a foto foi gerada artificialmente. A reportagem testou na AI or Not (90%), Undetectable AI (98%), Sightengine (98%) e Decopy AI (99,43%).

Na pesquisa reversa do Google Imagens, também não foram encontradas fotos similares de Luigi que não estivessem associadas ao episódio da Shein.

O criador do canal do YouTube “Meu Negócio com IA”, Rodrigo Silva -que prefere ser conhecido pelo usuário “ssdigol”-, percebeu que Luigi Mangione possui uma pinta na bochecha direita que não consta na imagem da Shein.

“É uma forte candidata a ser inteligência artificial. Como se trata de um caso recente, a probabilidade aumenta, dada a nova atualização do Google Nano Banana [novo modelo de IA para criação e edição de imagens no Gemini], que melhorou exatamente esse aspecto de semelhança entre a foto gerada e a pessoa real, deixando passar poucos detalhes”, afirma.

Rodrigo também ressalta o fato de que um vendedor independente anunciou na plataforma, e não a própria Shein, como mais um indicador de que a foto não é real.

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Folhapress | 11:45 – 04/09/2025

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