A saída da OpenAI marcou uma virada estratégica. Em 2021, Amodei deixou a empresa e fundou a Anthropic ao lado de outros ex-integrantes da OpenAI, incluindo sua irmã, Daniela Amodei, com foco declarado em desenvolver sistemas mais seguros e previsíveis.
A Anthropic nasceu justamente com esse discurso voltado à segurança. A empresa se apresenta como uma desenvolvedora de IA com ênfase em “alinhamento” e controle de riscos, buscando evitar usos considerados perigosos ou fora de princípios éticos. Seu principal produto é o Claude, concorrente direto do ChatGPT.
Ele se tornou uma das vozes mais influentes no debate sobre riscos da IA. Em entrevistas e artigos, Amodei defende que sistemas cada vez mais poderosos exigem mecanismos rigorosos de controle, auditoria e limites de uso, especialmente em áreas sensíveis como defesa e segurança nacional.
Sob sua liderança, a Anthropic atraiu bilhões de dólares em investimentos. A empresa recebeu aportes de gigantes da tecnologia e consolidou o Claude como um dos principais concorrentes do ChatGPT, ampliando o peso político e econômico de Amodei em Washington e no Vale do Silício.
Embate com Trump e o Pentágono
A tensão aumentou após a empresa impor limites ao uso militar de sua tecnologia. Nesta semana, a Anthropic afirmou que não concederá acesso irrestrito de seus sistemas ao Exército dos EUA, o que irritou integrantes do Pentágono e ampliou o debate sobre o papel da IA em aplicações militares.












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