O Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) já analisou diversas situações parecidas, nas quais se omite que as opiniões divulgadas nas redes são, na verdade, posts patrocinados.
A coisa muda de figura quando os vídeos dos influenciadores, aparentemente contratados para defender o Banco Master e questionar a atuação do Banco Central, passam a ter um impacto na forma pela qual se percebe o funcionamento das instituições responsáveis pelo sistema financeiro nacional.
Com o andamento de um processo no Tribunal de Contas da União e outro no Supremo Tribunal Federal, a estratégia de mobilização artificial das redes pareceu servir como um complemento para direcionar a maré a favor dos interessados.
Nossos tempos cada vez mais digitais vêm revelando como é possível criar a impressão de que algo foi alçado à condição de opinião pública, de pauta nacional, compartilhada por um número expressivo de contas (autênticas ou não) que curtem, repetem e reagem aos assuntos. Trata-se de uma pressão fabricada, mas nem por isso menos efetiva.
Do marketing à milícia
O uso de influenciadores pagos para defender empresas, atacar críticos ou fabricar consensos não é novidade. Em inglês, a prática é chamada de astroturfing, em homenagem à marca de grama sintética (ou seja, grama artificial).












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