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provocar raiva nas redes virou negócio lucrativo

Agora, alguns criadores de conteúdos perceberam que produzir vídeos, memes e textos que causam raiva e indignação é uma técnica ainda mais eficaz. Muitos deles conseguem milhares e até milhões de likes e compartilhamentos.

Eles exploram, ao mesmo tempo, a dinâmica das redes sociais e a natureza humana de uma maneira combinada. Enquanto as plataformas são otimizadas para gerar engajamento e manter as pessoas o máximo de tempo olhando para a tela do celular, a raiva, a indignação e o ódio são respostas emocionais que fazem as pessoas reagirem a conteúdos de uma maneira imediata.

Olhar para um meme de um gatinho pode aquecer o coração. Talvez pensemos ‘que fofo’, mas em seguida rolamos para próxima postagem. A coisa muda completamente quando nos deparamos com um conteúdo que nos causa estranheza.

Quem não concorda com o que foi postado, quer rebater, xingar, expressar o que está sentindo. E quem concorda compartilha o conteúdo para causar a mesma reação em mais e mais pessoas.

Os algoritmos das redes sociais adoram essa dinâmica. Eles entendem que o conteúdo está fazendo um ótimo trabalho para o modelo de negócio das plataformas: as pessoas estão interagindo e ficando mais tempo dentro de seus domínios.

O “rage bait” vem crescendo e coincide com o fato de muitas plataformas pagarem por conteúdos postados. Os criadores são recompensados financeiramente de acordo com engajamento: visualizações, comentários e compartilhamentos.



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