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Presidente do México pede “calma” após morte de líder do narcotráfico

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, pediu hoje à população que mantenha “a calma”, após a morte do líder do cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG), Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como ‘El Mencho’, que desencadeou uma onda de violência.

Em uma mensagem compartilhada nas redes sociais, a chefe de estado do México referiu haver “absoluta coordenação com os governos de todos os estados” e assegurou que, apesar dos bloqueios de estradas e protestos violentos, na “maior parte do território nacional” as atividades estão decorrendo com “total normalidade”.

“Devemos manter-nos informados e com calma”, salientou.

De acordo com o exército mexicano, ‘El Mencho’ foi ferido durante uma operação realizada na localidade de Tapalpa, no estado de Jalisco (oeste), e morreu “durante o seu transporte aéreo para a Cidade do México”.

Oseguera era um dos líderes de cartéis mais procurados pelo México e pelos Estados Unidos, que ofereciam até 15 milhões de dólares (cerca de 80 milhões de reais) pela sua captura.

A morte de ‘El Mencho’ é um dos golpes mais duros desferidos ao narcotráfico desde a prisão dos fundadores do cartel de Sinaloa, Joaquín Guzmán ‘El Chapo’ e Ismael ‘Mayo’ Zambada, detidos nos Estados Unidos.

Homens armados bloquearam com carros e caminhões incendiados várias estradas do estado de Jalisco (oeste), em reação a uma operação das forças federais na região.

O cartel de Oseguera, formado em 2009, tornou-se em um dos grupos de narcotraficantes mais violentos do México, de acordo com o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Washington classificou o cartel Jalisco Nueva Generación como organização terrorista e acusou a organização criminosa de tráfico de cocaína, heroína, metanfetaminas e fentanil.

Entretanto, os Estados Unidos e o Canadá apelaram aos seus cidadãos para que evitem sair à rua no estado mexicano de Jalisco.

O Grupo Aeroportuario del Pacífico (GAP) anunciou o cancelamento de todos os voos internacionais e da maioria dos voos nacionais no Aeroporto Internacional de Puerto Vallarta (cidade costeira do estado de Jalisco).

Em um comunicado, citado pela agência EFE, o GAP refere que a onda de violência não afetou a operação interna nem a segurança do aeroporto, que está sob proteção de elementos da Guarda Nacional e da Secretaria da Defesa Nacional.

De acordo com o GAP, a suspensão de voos foi uma decisão das companhias aéreas.

Entretanto, companhias aéreas norte-americanas como a United, Southwest e Alaska e as canadenses Air Canada e WestJet/Sunwing anunciaram o cancelamento dos voos para vários destinos no México, incluindo Puerto Vallarta.

Puerto Vallarta, que tem cerca de meio milhão de habitantes, é um dos principais destinos turísticos da costa do Pacífico do México.

“Eu não quero recebê-los, eu quero prendê-los”, disse Lula, referindo-se aos criminosos brasileiros em solo americano.

Folhapress | 11:24 – 22/02/2026

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