
Na mesma semana, a OpenAI abandonou dois barcos eleitos pela própria empresa como cruciais de seu crescimento. Em um dia, descontinuou o Sora, aplicativo de geração de vídeos com inteligência artificial generativa que caiu nas graças do público assim que foi lançado. No dia seguinte, desistiu de lançar uma versão do ChatGPT com menos amarras tecnológicas para conversar com maiores de idade sobre temas sexuais explícitos.
O desdobramento da primeira decisão veio rápido. A Disney rompeu o acordo com a OpenAI para licenciar seus famosos personagens para conteúdos criados com o Sora. Isso significou US$ 1 bilhão a menos para a dona do ChatGPT e mais algumas coisinhas. Ao que tudo indica, parceria entre as duas foi firmado para a gigante da IA escapar de um processo monumental sobre uso ilegal de propriedade intelectual, já que os usuários do Sora criavam vídeos com Mickey, Pateta e companhia sem a OpenAI obter a devida autorização. Talvez, a OpenAI tenha feito a conta e chegar à conclusão que a conta de luz para manter o Sora funcionando para gerar memes sairia bem mais cara que o US$ 1 bilhão da Disney.
Já a segunda decisão é, em si, desdobramento da forte onda interna de críticas ao ChatGPT “proibidão”. Dentro da própria OpenAI, a avaliação era de que a liberação de conversas sexuais traria mais problema do que engajamento. Ainda que fosse voltada a maiores de idade, a verificação etária da ferramenta pode ser burlada. Isso colocaria a empresa na incômoda situação de fornecer um serviço de IA entabulando conversas pornográficas com crianças e adolescentes.










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