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O que a IA acha do texto de Natalia Beauty feito por IA?

Tirando os veganos de LLM, como disse o Ted Chiang, todo mundo faz um uso aqui ou ali, ainda que seja escondido. O mais importante, como eu disse no começo dessa coluna, é entender qual é o tipo de uso feito.

Eu sou da opinião que o uso desleixado precisa ser combatido. Textos inteiros gerados a partir de um prompt preguiçoso merecem ir para a lata do lixo digital. Isso não é coautoria, é fraude intelectual. O desafio, no entanto, continua sendo saber qual régua usar para traçar essa linha entre criação e coautoria.

Abaixo deixo as respostas da IA gerada para o meu prompt sobre o texto da Natalia Beauty.

ChatGPT: “A argumentação parte de um ponto legítimo, mas simplifica excessivamente o debate ao reduzir críticas a medo ou resistência tecnológica. A questão central não é se usar IA é “trapaça”, e sim como o uso da ferramenta altera processos cognitivos, estilos de escrita e relações de autoria, algo que o texto praticamente ignora. Ao comparar IA a máquinas industriais ou calculadoras, o argumento perde precisão, pois a IA generativa atua justamente na esfera simbólica e expressiva, onde a fronteira entre apoio técnico e coautoria é mais ambígua.”

Claude: “O texto é retoricamente hábil, mas intelectualmente escorregadio. A analogia com robôs em montadoras, calculadoras e algoritmos médicos é sedutora à primeira vista, porém ignora uma diferença fundamental: nenhuma dessas ferramentas gera linguagem — que é justamente a matéria-prima de um colunista. Quando um cirurgião usa um bisturi a laser, o bisturi não redige o diagnóstico. Quando um colunista usa IA generativa para “estruturar o texto”, a ferramenta está intervindo exatamente no produto final que o leitor consome. A comparação, portanto, é assimétrica e conveniente.”

Gemini: “O texto apresenta uma argumentação pragmática e bem fundamentada na distinção entre a origem do pensamento (essência humana) e a forma da entrega (execução tecnológica). Entretanto, a argumentação flerta com o reducionismo ao atribuir as críticas apenas ao “medo”, ignorando que a escolha das palavras e a construção da frase são, muitas vezes, partes indissociáveis do próprio ato de pensar e da identidade do autor. Concordo com o ponto central: a tecnologia é inevitável e a responsabilidade final é sempre do humano. Contudo, discordo da premissa de que a IA apenas “organiza”; a forma molda o conteúdo, e delegar a estrutura pode, em certa medida, pasteurizar a voz única que torna a escrita humana tão singular. No geral, é um posicionamento corajoso e coerente com a busca por produtividade na era digital.”



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