A nova oferta de banda de 700 MHz servirá a dois propósitos: tornar mais sólido o sinal do 4G e ampliar a cobertura do 5G em localidades com telefonia celular e internet móvel precárias.
“Esse leilão é fundamental para levar sinal de celular e internet a lugares que ainda sofrem com falhas de cobertura”, diz o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho.
A faixa de 700 MHz é considerada estratégica por oferecer maior alcance geográfico sem tanto custo de investimento na implantação, ideal para áreas rurais. O espectro de baixa frequência exige menos antenas, diferentemente do que ocorre com a faixa de 3,5 GHz, que exige mais estações.
Esse é o motivo pelo qual empresas de pequeno porte como Brisanet, iez! telecom, Ligga/Sercomtel e Unifique aguardavam ansiosamente o novo leilão, que estava marcado para dezembro de 2025, foi adiado e agora será confirmado. Elas já atuam com ofertas regionais do 5G na faixa dos 3,5 Ghz, mas argumentam que não conseguem ampliar sua atuação dado o alto volume de investimentos em tecnologia para essa banda.
A nova licitação não terá foco arrecadatório, pois preverá que boa parte do valor pago pelas empresas vencedoras seja convertido em investimentos na conectividade móvel em regiões carentes de internet móvel de qualidade.
Nos cálculos do Ministérios das Comunicações, 800 mil pessoas de 864 pequenas localidades passarão a ser atendidas. A área a ser coberta compreende importantes rodovias federais, como as BRs 101, 116, 135, 163, 242 e 364.












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