Uma ferramenta que usa inteligência artificial vai ajudar a identificar e a acolher vítimas de violência doméstica. Isso está acontecendo no Recife. O nome dela é ClarIA, em referência ao centro de referência Clarice Lispector, que acolhe mulheres vítimas de violência doméstica na capital pernambucana. A mulher chega a uma unidade básica de saúde, começa a descrever o problema, e isso é colocado dentro de um prontuário médico. A ferramenta vai associando essas palavras a um padrão e dá duas sinalizações: um sinal amarelo, para o profissional fazer a pessoa falar mais, e um sinal vermelho, quando ela tem que ser encaminhada para um centro de acolhimento.
Helton Simões Gomes
Por enquanto, a tecnologia funciona nos centros de acolhimento, mas a Prefeitura do Recife pretende expandi-la para toda a rede de assistência médica da cidade até julho.
A ClarIA foi desenvolvida pelo Laboratório FrameNet, da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), em parceria com a Prefeitura do Recife e com a organização internacional de saúde pública Vital Strategies.
O trabalho foi pegar uma quantidade gigantesca de prontuários eletrônicos de mulheres que foram vítimas de violência doméstica, analisar esse material com inteligência artificial e captar padrões, ‘O que tem de comum no relato dessas mulheres que é capturado por esses prontuários?’ A partir daí, eles alimentaram a inteligência artificial, que aprendeu a identificar o que está acontecendo por meio do que elas estão relatando
Helton Simões Gomes
Hoje, a ClarIA aponta casos em que a violência já ocorreu. Mas a tecnologia possui habilidades preditivas, ou seja, levanta sinais de risco antes de uma agressão acontecer.












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