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Noite do papa Francisco é tranquila, diz Vaticano

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O papa Francisco teve uma noite tranquila, afirmou o Vaticano em novo boletim divulgado nesta quarta-feira (5).

Em comunicado anterior, no início da noite desta terça-feira (4) o pontífice apresentava um quadro de saúde estável e sem novas crises, de acordo com a Santa Sé.

Francisco “permaneceu sem febre, sempre alerta, colaborando com as terapias e orientado”, de acordo com a nota de terça. Pela manhã, o pontífice havia recebido oxigênio suplementar e feito fisioterapia respiratória. “Durante a noite, conforme planejado, retomará a ventilação mecânica não invasiva [sem intubação] até a manhã seguinte”, indicava o boletim.

No primeiro boletim desta terça, o Vaticano havia informado que o papa voltou a receber oxigênio através de um pequeno tubo nasal sob o nariz.

Na segunda-feira (3), o pontífice sofreu dois episódios de “insuficiência respiratória aguda” -um revés para o religioso após declarações relativamente otimistas sobre a sua saúde no fim de semana. Mas ele melhorou, dormiu a noite toda e seguia descansando no hospital Gemelli, afirmou a Santa Sé.

O argentino está internado em Roma desde 14 de fevereiro. Ele recebeu o diagnóstico de pneumonia bilateral, uma infecção grave em ambos os pulmões que pode inflamá-los e cicatrizá-los, o que dificulta a respiração.

Na segunda, o papa sofreu um broncoespasmo e precisou de duas broncoscopias para liberar as vias respiratórias. O Vaticano não disse se o papa recebeu sedação durante os procedimentos. A crise foi causada “por um acúmulo significativo de muco endobrônquico” que dificulta a respiração. Francisco precisou de ventilação mecânica não invasiva, ou seja, que não exige intubação.

Os médicos do papa afirmam que o episódio respiratório faz parte da resposta normal do corpo à luta contra a infecção, disse a Santa Sé em comunicado oficial.

O pontífice é propenso a infecções pulmonares porque teve parte de um pulmão removida após ter pleurisia quando jovem.

A internação representa o maior período em que o líder da Igreja ficou longe da vista pública desde que seu papado começou, em março de 2013. Seus médicos não disseram quanto tempo seu tratamento pode durar.

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