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Milei diz que Argentina receberá nova-iorquinos que fugirem do ‘comunismo’

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Após a vitória do autodeclarado socialista Zohran Mamdani, primeiro muçulmano eleito prefeito de Nova York, o presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que que os nova-iorquinos serão sempre “calorosamente” recebidos no país latino-americano, “se as coisas ficarem difíceis” na cidade.

Milei declarou que o novo prefeito administrará Nova York sob “um regime comunista”. “Dedico estas palavras aos nova-iorquinos, que trilharam o caminho oposto ao da Argentina e agora viverão sob um partido comunista. Devem saber que, se as coisas ficarem difíceis, serão sempre calorosamente recebidos em nossa terra, caso busquem prosperar”, afirmou o líder argentino.

Presidente argentino participou de evento nos EUA e falou sobre o conservadorismo. Declaração sobre o prefeito de Nova York ocorreu durante a CPAC (Conferência de Ação Política Conservadora), realizada em Miami, na Flórida, na última sexta-feira (7). Milei citou o que chamou de “conquistas econômicas de seu governo” durante o seu discurso. “Nós nos dedicamos a impedir que a Argentina caísse no abismo “, disse.

A vitória de Mamdani, 34, nas eleições municipais da cidade foi destaque internacional. Ele nasceu em Kampala, capital da Uganda, e se mudou para Nova York com os pais, de origem indiana, quando tinha 7 anos. Ele é deputado estadual pelo Queens desde 2018 e cumpria seu 3º mandato. No mesmo ano em que se elegeu parlamentar, ele se tornou cidadão norte-americano.

Argentino agradeceu à comunidade internacional e elogiou Trump. O presidente dos EUA concedeu um raro auxílio de US$ 20 bilhões (cerca de R$ 107,5 bilhões) ao governo Milei, antes das eleições legislativas do dia 26 de outubro. “Graças ao apoio inestimável demonstrado por nosso grande aliado, a Argentina resistiu aos ataques desestabilizadores e agora está no caminho para um futuro de prosperidade e crescimento, para tornar a Argentina grande novamente “, declarou o presidente.

Milei dançou ao som de “Y.M.C.A.”, do grupo Village People, imitando a dança feita por Trump. Quando encerrou seu discurso, a música tradicional em eventos com a presença do republicano começou a tocar. Ele, então, dançou e imitou o presidente dos EUA.

Visita marca guinada radical nas relações entre os países e ocorre quase um ano após queda de Bashar al-Assad; Ahmed al-Sharaa tenta encerrar isolamento e atrair investimentos para reconstruir nação devastada por guerra

Folhapress | 15:47 – 10/11/2025

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