Segundo documentos internos da Meta, divulgados anteriormente pela Reuters, bilhões de usuários das plataformas da Meta em todo o mundo foram expostos a anúncios de esquemas fraudulentos de comércio eletrônico e investimento, cassinos online ilegais e produtos médicos proibidos.
A FCA (Autoridade de Conduta Financeira do Reino Unido ) alertou no ano passado que as pessoas estavam sendo cada vez mais visadas nas redes sociais por golpes de negociação online, nos quais fraudadores ofereciam operações cambiais. Sua revisão teve como objetivo avaliar o sucesso da Meta na eliminação desses anúncios fraudulentos.
Questionado sobre as conclusões da FCA, Ryan Daniels, porta-voz da Meta, afirmou que a empresa combate fraudes e golpes de forma agressiva em nível global e toma medidas rápidas na grande maioria dos casos em questão de dias.
O órgão regulador concentrou-se nas plataformas da Meta – que incluem Facebook, Instagram e WhatsApp – porque elas veiculam uma quantidade desproporcional de anúncios financeiros suspeitos, disse uma pessoa familiarizada com o trabalho da FCA.
“Fraude é o crime mais comum no Reino Unido”, disse um porta-voz da FCA. “Com mais da metade de alguns golpes originados em suas plataformas, é vital que a Meta intensifique seus esforços e utilize suas ferramentas para proteger os usuários de conteúdo fraudulento.”
Em dezembro, o órgão regulador repetiu sua análise das publicações no Meta por mais uma semana. Novamente, constatou que um pequeno número de infratores reincidentes era responsável pela maioria dos anúncios ilegais descobertos, segundo a pessoa familiarizada com o trabalho da FCA, sem especificar o número de anúncios ilegais ou de infratores reincidentes.












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