Nicolás Maduro deixou o centro de detenção na manhã desta segunda-feira para ser levado ao tribunal de Nova York, onde está marcada uma audiência às 14h, no horário de Brasília.
O ex-presidente da Venezuela vai responder às acusações de narcoterrorismo apresentadas pelo governo de Donald Trump, usadas como base para justificar sua captura e extradição aos Estados Unidos.
Maduro e a mulher, Cilia Flores, foram transportados de helicóptero até o tribunal. Imagens registradas pela agência Reuters mostram o momento em que ele chega a um heliporto em Nova York e, em seguida, é escoltado até uma van. De acordo com a CNN Internacional, a chegada ao tribunal federal de Manhattan ocorreu em um veículo blindado, filmado entrando de marcha à ré em um prédio cercado por agentes da DEA.
O casal será ouvido pelo juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos. Maduro passou a noite em um centro de detenção em Nova York depois de ter sido capturado por militares norte-americanos em Caracas, segundo relataram autoridades dos Estados Unidos.
A prisão de Brooklyn onde o ex-presidente está detido é frequentemente descrita por ex-detentos como um local de condições extremamente precárias. O Centro de Detenção Metropolitano, conhecido como MDC, enfrenta críticas recorrentes relacionadas à segurança e à saúde dos presos, a ponto de alguns juízes evitarem enviar réus para a unidade.
Inaugurado no início dos anos 1990, o MDC abriga atualmente cerca de 1.300 presos, número inferior aos 1.580 registrados em janeiro de 2024. Localizada em uma área industrial próxima à costa e a um centro comercial, a prisão já foi classificada por diferentes relatos como um “inferno na terra” e uma “tragédia em andamento”.
A captura de Nicolás Maduro ocorreu no sábado, quando os Estados Unidos anunciaram uma operação de grande escala na Venezuela para prender o então líder do país e sua esposa. Washington afirmou que pretende administrar a Venezuela até a conclusão de um processo de transição de poder.
Horas após a operação, sem que estivesse claro quem assumiria o comando do país, Donald Trump declarou que uma nova ofensiva militar poderia ser realizada, caso fosse considerada necessária. Maduro e Cilia Flores foram levados para Nova York, onde ele comparece hoje à Justiça em Manhattan.
Com a queda de Maduro, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu a Presidência interina da Venezuela. A reação internacional foi dividida, com parte dos países condenando a ação dos Estados Unidos e outros saudando a saída do ex-presidente do poder. O secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a operação militar pode trazer implicações preocupantes para a região.













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