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Le Pen acusa Macron de estar ” se preparando para a guerra” na Ucrânia

A líder da extrema-direita francesa, Marine Le Pen, criticou duramente o presidente da França, Emmanuel Macron, neste domingo (11), ao acusá-lo de agir como um “guerreiro” e de estar se preparando para um envolvimento mais direto na guerra da Ucrânia. As declarações foram feitas durante entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, à margem de um evento da Liga, partido de direita liderado por Matteo Salvini.

As críticas vêm após o anúncio da chamada “coligação dos dispostos”, formada por França, Alemanha, Reino Unido e Polônia, que promete intensificar o apoio militar à Ucrânia até que a Rússia aceite um cessar-fogo completo e incondicional de 30 dias.

“Eu me pergunto qual é o verdadeiro objetivo dessa coligação. Eles querem realmente um acordo de paz ou estão apenas incentivando a continuidade da guerra?”, questionou Le Pen. “Não posso afirmar com certeza se Emmanuel Macron deseja, de fato, construir a paz. Mas, nos últimos meses, tenho a sensação de que ele está se preparando para a guerra”, completou.

No sábado, Macron se reuniu com os líderes do Reino Unido, Polônia e Alemanha — Keir Starmer, Donald Tusk e Friedrich Merz — na capital ucraniana Kyiv, ao lado do presidente Volodymyr Zelensky. O encontro reforçou o apoio ocidental diante do avanço das tropas russas, que desde fevereiro de 2022 controlam cerca de 20% do território ucraniano.

Neste domingo, Zelensky anunciou que espera um encontro presencial com Vladimir Putin na próxima quinta-feira (15), em Istambul, após o presidente russo propor negociações diretas e sem pré-condições com a Ucrânia.

“Estarei esperando Putin na Turquia. Pessoalmente”, declarou Zelensky.
Putin confirmou a disposição da Rússia para negociações imediatas. “Estamos prontos para conversar sem exigências. A proposta está feita para o dia 15 de maio, em Istambul”, afirmou em comunicado no Kremlin.

A guerra na Ucrânia, que já causou dezenas de milhares de mortes, continua sendo o principal foco de tensão geopolítica no continente europeu e um desafio crescente para os líderes ocidentais — tanto na frente diplomática quanto no campo de batalha.

Leia Também: Putin quer “negociações diretas” com Ucrânia; entenda

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