São poucas tarefas cadastradas, a maioria delas publicadas por humanos, nada muito diferente do que outras plataformas de trabalho freelance já permitem fazer. Inclusive, muitas empresas de IA usam esses serviços para contratar mão de obra para rotular dados de treinamento para suas IAs.
O diferencial do RentAHuman, porém, é a promessa dos próprios agentes de IA participarem da contratação e ofertas de serviço de forma autônoma, sem a mediação de um humano.
É hype, mas não deixa de ser um sinal interessante.
Áreas como estudos do futuro e design especulativo nos ensinam que é preciso levar em consideração até os cenários mais esquisitos. O objetivo não é prever o futuro, mas antecipar os problemas que poderão surgir. No caso da RentAHuman, o que ela aponta é um possível aprofundamento da precarização do trabalho em um mercado em que as máquinas ditam a regra.
E isso já está acontecendo. Na semana passada, a Waymo, empresa do Google que opera táxis autônomos nos Estados Unidos, começou a contratar motoristas da plataforma de entregas DoorDash para fechar as portas dos carros quando os passageiros esquecem de fechar ao sair. A IA dirige, mas é o humano que fecha a porta.
Com o avanço dos agentes de IA, estamos começando a desenhar uma infraestrutura econômica em que máquinas orquestram os serviços e realizam tarefas por nós. Nessa lógica, o humano pode se tornar a peça da última milha, aquele que resolve os gargalos físicos, burocráticos e até cognitivos que a IA ainda não consegue.










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