O exército de Israel lançou “uma onda de ataques contra infraestruturas do regime terrorista iraniano no oeste do Irã”, informaram os militares em comunicado citado pela Agence France-Presse (AFP).
Desde o início da operação militar conjunta com os Estados Unidos, em 28 de fevereiro, Israel realizou mais de 400 ondas de bombardeios no Irã, segundo a agência de notícias espanhola EFE.
Caças israelenses atacaram mais de 200 alvos no Irã ao longo do sábado, incluindo dezenas de lançadores de mísseis balísticos, sistemas de defesa aérea e depósitos de armas, informou o exército.
Do lado iraniano, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou hoje ter lançado 10 mísseis e um número não especificado de drones contra as forças norte-americanas destacadas na Base Aérea de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos.
A operação teve como alvo centros regionais de comando e controle e a gestão da frente interna israelense, em um ataque simultâneo contra instalações ligadas aos Estados Unidos e a Israel, informou a Guarda Revolucionária em comunicado divulgado pela agência iraniana Fars News Agency.
A força ideológica do regime da República Islâmica dedicou a ação aos “84 mártires” do navio “Dena”, que teria sido afundado por um submarino norte-americano ao largo do Sri Lanka em 4 de março.
Segundo o comunicado, também citado pela agência espanhola Europa Press, foram utilizados na operação mísseis hipersônicos e drones “com capacidade destrutiva”.
A Guarda Revolucionária também afirmou que os alvos atingidos na base de Al Dhafra teriam servido como apoio informativo no planejamento de operações contra o Irã.
“Com a graça de Deus, os contínuos e esmagadores ataques contra os alvos dos centros e interesses dos Estados Unidos e do regime sionista continuarão com maior poder e alcance até que o agressor se renda e seja castigado”, acrescentou.
As forças israelenses disseram ter detectado mísseis lançados do Irã em direção a Israel, embora não tenham esclarecido o número exato de projéteis identificados.
O exército afirmou que os sistemas de defesa estavam “trabalhando para interceptar a ameaça” e que o comando da frente interna distribuiu alertas por celular para moradores das áreas afetadas.
A guerra em curso no Oriente Médio foi desencadeada por uma ofensiva militar em grande escala lançada pelos Estados Unidos e por Israel contra o Irã, que respondeu com ataques contra países vizinhos.
O conflito já causou mais de dois mil mortos, a maioria iranianos, e centenas de milhares de deslocados, especialmente no Líbano.
A guerra também provocou uma crise nos mercados petrolíferos, com o preço do barril de petróleo bruto ultrapassando a barreira psicológica dos 100 dólares.
Leia Também: Afeganistão reivindica ataque no Paquistão com 14 mortos e 11 feridos












Deixe um comentário