A promessa repetida à exaustão por executivos do mundo da tecnologia era a de trocar tarefas braçais por trabalho mais sofisticado. Só que, na prática, ele e Helton veem novas funções surgindo para compensar as limitações das máquinas que substituíram as pessoas.
A gente sempre ouviu aquele discurso clássico que, com o avanço da inteligência artificial, da robótica, das automações, a gente ia deixar de fazer trabalho mequetrefe para fazer coisas mais sofisticadas. A automação está chegando. Mas o que a gente está vendo no mercado não é exatamente isso.
Diogo Cortiz
Um caso emblemático é o da Waymo, empresa de carro autônomo da Alphabet, dona do Google. Como, por questão de segurança, o veículo não se move com a porta apenas encostada, a empresa paga às pessoas para irem até o local do carro e fecharem a porta.
Esse tipo de carro não sai do lugar se a porta não tiver fechada. E isso é um problemão, porque não tem ninguém no lugar do motorista para ‘gritar’ com o passageiro. A Waymo está pagando pessoas para fechar as portas dos carros. E é uma grana: US$ 24.
Helton Simões Gomes
Convertida, a remuneração é de R$ 127. Os recrutados são entregadores, que já estão na rua. Por isso, há parcerias com a DoorDash, líder em delivery de comida nos Estados Unidos, e a Honk, empresa de assistência rodoviária.
Para além do “empurrador de porta”, há ainda gente que atua como “babá de robô”: trabalhadores que precisam resgatar robôs entregadores quando eles caem, travam ou não conseguem lidar com calçadas ruins.










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