Pelo menos 100 pessoas morreram em decorrência do ataque dos Estados Unidos à Venezuela, operação que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro. A informação foi divulgada pelo ministro do Interior venezuelano, Diosdado Cabello, durante um programa semanal exibido na televisão estatal na quarta-feira.
“Até agora, e repito, até agora, há 100 mortos e um número semelhante de feridos. O ataque contra o nosso país foi terrível”, afirmou Cabello.
Segundo o ministro, Cilia Flores, esposa de Maduro, sofreu um ferimento na cabeça e golpes pelo corpo, enquanto o presidente foi atingido em uma das pernas. “Felizmente, ambos estão se recuperando dos ferimentos”, acrescentou.
As Forças Armadas da Venezuela divulgaram vídeos dos funerais de militares mortos na ofensiva. As imagens mostram caixões cobertos com a bandeira venezuelana, familiares emocionados e discursos que exaltam a “coragem, bravura, honra e lealdade” dos militares.
Embora o governo ainda não tenha apresentado um balanço oficial detalhado, a agência France-Presse informou a morte de pelo menos um civil, um miliciano, 23 militares venezuelanos e 32 militares cubanos.
No domingo, o governo de Cuba já havia confirmado a morte de 32 militares cubanos que estavam destacados na Venezuela e que teriam morrido em “ações de combate” durante o ataque norte-americano. O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, afirmou nas redes sociais que os militares cumpriam missões em Caracas a pedido de autoridades venezuelanas, sem fornecer mais detalhes.
Fontes venezuelanas ouvidas pelo jornal The New York Times indicaram que o número de mortos na operação pode chegar a 80 pessoas, número divulgado antes da atualização feita pelo ministro do Interior.
Os Estados Unidos lançaram a ofensiva no sábado com o objetivo de capturar Nicolás Maduro e sua esposa e anunciaram que irão administrar o país até a conclusão de um processo de transição de poder.
Com a prisão de Maduro, a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela, com o apoio das Forças Armadas.
Na segunda-feira, Maduro e Cilia Flores prestaram breves depoimentos em um tribunal de Nova York, onde respondem a acusações de tráfico de drogas, corrupção e lavagem de dinheiro. Ambos se declararam inocentes. A próxima audiência está marcada para o dia 17 de março.














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