“É do interesse das empresas americanas o Redata, porque desonera o investimento em capital. Alguns locais nos Estados Unidos estão proibindo investimento em data center por causa da questão da energia, e a gente está com energia sobrando”, disse uma das fontes. “Ajuda muito nas negociações com os EUA, é um sinal positivo.”
A medida provisória com os termos do plano, antecipado em abril pela Reuters, prevê a isenção de tributos federais — PIS, Cofins, IPI e Imposto de Importação — sobre investimentos em bens de capital ligados à tecnologia da informação para data centers.
A concessão dos incentivos, com os quais o governo quer antecipar a atração desses empreendimentos, que estima poder alcançar R$2 trilhões em dez anos, será condicionada a critérios de sustentabilidade, como a contratação de 100% de energia renovável pelos empreendimentos.
O Redata é aguardado por grandes investidores nacionais e internacionais de data centers, que passaram a apostar no Brasil como um hub global do setor e vêm negociando com as big techs para tirar grandes projetos do papel. Um dos empreendimentos mais adiantados da área está sendo desenvolvido no complexo portuário de Pecém (CE), em projeto da geradora de energia Casa dos Ventos junto com a ByteDance, dona do TikTok, segundo fontes.
Sob comando do presidente Donald Trump, os Estados Unidos impuseram uma tarifa de importação de 50% sobre produtos brasileiros, citando uma suposta caça às bruxas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, processado por suposta tentativa de golpe, além de afirmar que investigam práticas injustas sobre o comércio digital de empresas norte-americanas.
Integrantes do governo do presidente Trump também têm feito críticas reiteradas a decisões de moderação de conteúdo em redes sociais pelo Judiciário brasileiro e a discussões sobre regulamentação das big techs, pauta defendida por Lula.
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